Vereadores investigados na operação Indenizar-se não conseguem se reeleger
Política 03/10/2016 09h20 - Atualizado em 03/10/2016 09h44

Por Will Rodriguez

Os oito vereadores afastados da Câmara de Aracaju que disputavam a eleição saíram derrotados das urnas neste domingo (2). O grupo está sendo processado junto com outros sete parlamentares da atual legislatura pelo suposto desvio de R$ 5 milhões das verbas indenizatórias entre 2012 e 2015.

Sete vereadores investigados tentaram a reeleição. O oitavo, Jailton Santana (PSDB), tentou ser eleito vice-prefeito na chapa do atual prefeito, João Alves (DEM), que ficou em 3º lugar.

Os vereadores processados e que perderam uma cadeira no Legislativo são Agamenon Sobral (PHS), que chegou a ser preso preventivamente e que foi solto pela Justiça, Adriano Taxista (PSDB), Valdir Santos (PTdoB), Daniela Fortes (PEN), Emanuel Nascimento (PT), Pastor Roberto Morais (SD) e Renilson Félix (DEM). Daniela, inclusive, elaborou um panfleto, intitulado “Nota de esclarecimento e pedido de oração”, distribuído nas igrejas que são suas bases eleitorais. “Tenho convicção de que não pratiquei nenhum ato que venha envergonhar ao evangelho (sic)”, dizia o panfleto.

Segundo o inquérito policial, o esquema apurado na CMA funcionava da seguinte forma: cada parlamentar recebia mensalmente R$ 15 mil como verba indenizatória que foi usada para pagar serviços de assessoria jurídica e locação de veículos junto às empresas do ex-vereador Alcivan Menezes e seus filhos, advogados apontados como articuladores do esquema que forneciam as notas falsas, no entanto, os investigadores descobriram que tais serviços nunca foram prestados e as notas fiscais apresentadas eram falsas.

De acordo com os promotores, em quatro anos, cerca de R$ 5 milhões foram desviados, em torno de 15% para Alcivan e o resto para as contas dos 15 vereadores que estão sendo processados criminalmente e já tiveram o benefício suspenso, por determinação judicial.  

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