“Tenho muita vontade de ser candidato novamente”, diz João Alves
Ex-prefeito admite possibilidade de disputar eleição para o governo em 2018 e diz que Edvaldo Nogueira mente sobre dívidas na PMA: “Deve me esquecer e começar a trabalhar”.
Política 17/07/2017 10h30 - Atualizado em 17/07/2017 10h55

Por Will Rodriguez

O ex-prefeito de Aracaju, João Alves Filho, manifestou disposição de candidatar-se novamente ao cargo de governador de Sergipe nas eleições do próximo ano. Caso se confirme, será a sétima vez que disputará uma eleição geral.

Ao falar sobre a sua intenção de voltar ao cenário político partidário aos 78 anos, o "Negão" – como é conhecido pelos sergipanos – destacou ao semanário Cinform que, dependendo da conjuntura política, é possível que mais uma vez dispute o cargo de governador.

“Não vivo de previsões futuras tão distantes, quando chegar a hora observarei o cenário político e tomarei minha decisão. Tenho muita vontade de ser candidato novamente para ajudar meu estado e o meu povo”, disse João Alves, que já foi chefe do Executivo três vezes.

João passa uma temporada em Brasília, onde realiza tratamentos de saúde, e considerou também que poderá entrar no pleito para ficar na retaguarda da sua filha, Ana Alves, que já confirmou a pretensão de brigar por uma vaga na Assembleia Legislativa.

“Ana é minha sucessora, nossa sucessora, minha e de dona Maria na política”, declarou, ao apelar pelo “voto de confiança” daqueles que “acompanharam” a família Alves na vida pública.

“Devia falar a verdade”

Ao jornal, o ex-prefeito também criticou a postura do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB)de atribuir os problemas enfrentados na administração da capital às contas em aberto deixadas pela gestão do DEM.

Segundo João Alves, as alardeadas dívidas da ordem de R$ 530 milhões não foram criadas por ele. “Devia falar a verdade e contar que os débitos que a prefeitura tem hoje são todos relacionados às antigas administrações dele”, rechaçou.

João também recriminou a publicidade dada por Edvaldo às dívidas, uma postura desnecessária no entender do ex-prefeito. “São débitos acumulados por décadas. Não procurei ficar divulgando isso. Um erro meu. Não costumo olhar para trás, pois é para frente que se anda. Essa situação caótica que encontrei inviabilizou minha administração. Não permitiu que eu realizasse os projetos que tanto quis. Agora chegou a hora do Edvaldo encontrar soluções para débitos dele e de gestões passadas do grupo dele. Edvaldo deve me esquecer e começar a trabalhar”, afirmou. 

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