TCE não se posiciona sobre pedido de bloqueio das contas da PMA
​Servidores da Saúde de Aracaju estiveram na Corte para cobrar solução. TCE só deve tomar decisão após reunião com a Prefeitura e sindicatos
Política 03/02/2017 13h05 - Atualizado em 03/02/2017 14h17

Por Fernanda Araujo

Representantes de nove categorias da área da saúde de Aracaju, entre eles enfermeiros e médicos, se reuniram no final da manhã desta sexta-feira (3) com o presidente do Tribunal de Contas de Sergipe (TCE), o conselheiro Clóvis Barbosa, para cobrar uma posição da Corte quanto ao pedido de bloqueio de contas da Prefeitura.

Diante do atraso no pagamento do salário de dezembro, os sindicatos pediram o bloqueio. Os funcionários estão em greve e rejeitam o parcelamento do salário atrasado em 12 meses, anunciado pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB). Na Corte de Contas os servidores pediram esclarecimentos do motivo de ainda não ter ocorrido o bloqueio. “Hoje estamos com mais de 30 dias de atraso de salário. Viemos em busca de solução”, disse Shirley Morales, presidente do sindicato dos enfermeiros.

O TCE ainda não se posicionou sobre o assunto. De acordo com o presidente da Corte de Contas, a decisão depende de uma conversa com a prefeitura para maiores esclarecimentos. Próxima quarta-feira (8) Clóvis Barbosa deve se reunir com o conselheiro Ulisses Andrade, responsável pela análise das contas do Município, para definir uma estratégia. Ainda na próxima semana uma nova reunião deve ser realizada com os sindicatos.

“A gente veio ratificar o pedido da aplicação do único remédio para resolver esse impasse, que é o bloqueio. O prefeito Edvaldo Nogueira não está aberto a novas propostas, ele não recebe nenhum sindicato desde o dia 20. Informamos isso ao TCE”, afirmou o presidente do Sindimed, João Augusto de Oliveira.

O Sindimed chegou a apresentar uma contraproposta à Prefeitura, oficiada no TCE, que abre a possibilidade de aceitar o pagamento de dezembro em duas parcelas com um abono, sendo os pagamentos das parcelas dia 01 de março de 2017 e 01 de abril de 2017; e pagar as férias atrasadas do ano passado no salário de fevereiro.

“Mesmo assim , seria passível de negociação, mas para isso o prefeito tem que receber os servidores. Ele apenas diz na mídia que a posição dele é única, houve, infelizmente, uma imposição. A prefeitura ainda anuncia uma inverdade de que o Sindimed não autorizou o pagamento dos RPAs (contratados), sendo que o sindicato não tem esse poder, a prefeitura é quem tem que pagar. A prefeitura está fazendo uso de má fé para dividir a categoria. O que a gente pede é o pagamento a todos os médicos, independente de ser concursado ou RPA”, relatou João Augusto.

F5 News procurou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta matéria.

Foto: arquivo F5 News

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