Servidores de Aracaju devem ficar sem reajuste este ano
Política 16/06/2017 07h41 - Atualizado em 16/06/2017 09h10

Por Fernanda Araujo e Nathália Passos

A Prefeitura de Aracaju (SE) ainda não tem previsão para conceder o tão esperado reajuste salarial e os servidores municipais podem ficar sem a recomposição este ano. Nem mesmo o reajuste no piso do magistério, previsto em Lei, está definido.

Ao F5 News, o prefeito Edvaldo Nogueira informou que sua equipe ainda estuda a possibilidade de fazer a revisão dos salários. “Não demos o reajuste ainda porque estamos estudando. A prefeitura está em uma grave crise, com as dívidas, exige muito de nós para ver essa questão salarial”, afirmou o prefeito.

Ao detalhar o balanço fiscal da PMA no primeiro trimestre, na Câmara de Vereadores, o secretário de Finanças, Jefferson Passos, disse que a administração municipal não tinha condições de conceder o reajuste ao funcionalismo devido às dificuldades financeiras.

Para continuar honrando os salários dos servidores, a prefeitura promete controlar os gastos de pessoal, o custeio e o financiamento da manutenção das secretarias. Porém, segundo o secretário, não há espaço fiscal para nenhuma despesa nova.

O orçamento atual da prefeitura, segundo o prefeito, é de R$ 1,7 bilhão para pagar R$ 540 milhões em dívidas e R$ 120 milhões de folha de pagamento e décimo terceiro. “Na verdade, o orçamento real é R$ 1,1 bilhões. Temos dívidas de fornecedores, a grande maioria aracajuanos, que vão do lixo a fornecedor de medicamento. Além disso, o déficit na previdência municipal vai chegar a R$ 230 milhões”, disse Edvaldo durante solenidade de posse do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Jorge Santana, esta semana.

Algumas categorias já começam a demonstrar insatisfação por conta da ausência de definição sobre a concessão do reajuste. Enfermeiros e agentes de endemias planejam uma greve que pode ser deflagrada no final deste mês.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma), Nivaldo Fernandes, estranha a alegação do prefeito de que faltam recursos. Segundo ele, as medidas adotadas pela gestão contrariam o discurso de que a saúde financeira do município vai mal.

Nivaldo cita a contratação de comissionados com salários que ultrapassam R$ 11 mil e diz ainda que de janeiro a abril foram gastos R$ 18 milhões com cargos em comissão, ultrapassando o limite imposto por Edvaldo através de decreto no início do mandato.

“Enxergamos o prefeito nomeando secretários, aumentando as despesas com cargos de comissão, e dizendo que está reduzindo custos”, afirma o sindicalista.

Nenhum membro do Sindipema, que representa o magistério aracajuano, foi localizado para comentar o assunto até a publicação desta notícia.

*Colaborou Will Rodriguez

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