PSOL orienta voto nulo para segundo turno de Aracaju
Política 07/10/2016 09h51 - Atualizado em 10/10/2016 17h23

Por Fernanda Araujo

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que tentou eleger Sônia Meire prefeita de Aracaju (SE), disse em nota que não vai apoiar nenhum dos dois candidatos, Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Valadares Filho (PSB), para o segundo turno da capital.

O partido defende o voto nulo, ressaltando que não pedirá que a classe trabalhadora vote em candidatos milionários, parceiros do PMDB de Temer e  de Jackson Barreto, governador do Estado, “que estavam juntos nas últimas eleições e que são aliados do grande empresariado que explora há décadas o povo aracajuano”, diz.

O PSOL afirma que vai continuar com a resistência e não vai validar "uma farsa contra a população". Ainda na nota, o partido diz compreender que as candidaturas de Edvaldo e Valadares têm diferenças, mas aponta que os dois possuem o mesmo projeto político de privatizar a cidade.

“Seja pela origem de classe de cada um (enquanto Edvaldo tem uma história ligada à militância, Valadares Filho é cria das oligarquias), seja pela proximidade de movimentos sociais em torno da campanha de Edvaldo ou ainda pelo fato de um já ter sido prefeito e o outro não. Contudo, estão disputando as eleições para servir a um mesmo projeto: o projeto privatista de entrega da nossa cidade aos grandes grupos empresariais”.

A campanha

O PSOL teve candidatura majoritária no primeiro turno e a candidata Sônia Meire obteve 6.436 votos (2,50% dos votos). Sobre os resultados da campanha, a esquerda avalia que não foram tão animadores. Considerando que foi a primeira participação do PSOL na disputa da prefeitura de Aracaju e a campanha que recebeu menos dinheiro, acredita que foi uma votação razoável.

“Tivemos excelentes números para as proporcionais, faltando pouco para eleger um mandato. Mas poderíamos ter sido muito melhores. Mesmo com a boa campanha do PSOL, se compararmos às eleições municipais de 2012 o número de votos na esquerda diminuiu. Esse foi um quadro em todo o país e Sergipe não ficou de fora desse quadro geral de crescimento da direita e encolhimento da esquerda ainda que existam importantes resistências, como Freixo no Rio”, diz na nota.

O partido culpa os resultados negativos à limitação de 14 segundos de Rádio e TV, à exclusão dos debates televisivos e à divisão da esquerda no processo eleitoral, “fragmentação ocasionada pelo PSTU, abrindo espaço para a Rede e PMN”, conclui.

Foto: Pedro Alexandre/PSOL

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