MPF deve investigar suposto crime eleitoral nas eleições de 2016 em Aracaju
Política 24/04/2017 17h43 - Atualizado em 24/04/2017 17h55

Por Will Rodriguez

A Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Eleitoral (MPF) deve instaurar um procedimento específico para apurar os indícios de crime eleitoral nas eleições municipais de 2016 em Aracaju (SE), detectados pela Polícia Civil no curso da Operação Babel, que investiga supostas fraudes nos contratos da empresa Torre com a Prefeitura de Aracaju para coleta de lixo na capital.

A informação foi confirmada pela procuradora do MPF, Eunice Dantas, nesta segunda-feira (24). Ela vai pedir autorização ao Poder Judiciário para compartilhamento das provas coletadas pelos delegados do Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap).

Segundo a delegada Daniele Garcia, coordenadora do Deotap, na coleta de provas, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou uma série de saques suspeitos, com valores incomuns, realizados pelo dono da Torre na boca do caixa, da ordem de R$ 3 milhões às vésperas do processo eleitoral.

Os investigadores verificaram conversas telefônicas suspeitas entre o empresário José Antônio Torres Neto e o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB). O teor das ligações foi mantido em sigilo. Como o prefeito possui foro privilegiado, o Deotap ficou impedido de avançar nesta investigação específica e encaminhou as suspeitas ao MPF.

A Torre nega ter realizado qualquer saque para abastecer um suposto esquema de Caixa 2 e afirma que a documentação encaminhada ao Deotap durante as investigações demonstra a legalidade dos saques.

O prefeito Edvaldo Nogueira também não se pronunciou pessoalmente sobre o assunto, mas, em nota divulgada na última sexta-feira, afirmou que o inquérito não possui “qualquer base material que o ligue a condutas ilegais”. 

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