Laércio diz que aumento do PIS/Cofins vai gerar desemprego
Política 10/06/2016 19h20

Com o título “Ciclo vicioso do atraso”, artigo do deputado federal Laércio Oliveira publicado hoje na Folha de São Paulo defende que  a proposta de Reforma do PIS/Cofins que está sendo vendida à sociedade como estratégia de “simplificação”, na verdade aumentará a carga fiscal. E esse aumento prejudicará cerca de 1 milhão de empresas,  ameaçando cerca de 20 milhões de empregos.

“Pela reforma anunciada ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, essas empresas, que pagam hoje uma alíquota somada de PIS/Cofins de 3,65% sobre o faturamento, migrariam para pelo menos 9,25%. Elas passariam para o complexo regime não cumulativo, ampliando a já sufocante burocracia fiscal”, informa Laércio, que é presidente da Comissão  de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

Seriam mais afetados os setores de educação, saúde, comunicação social, telecomunicações, segurança e informática.

A consequência dessa reforma seria o aumento da mensalidade escolar, do plano de saúde, da conta de celular e de tantos outros serviços que pesam no bolso do cidadão, sem contar os efeitos deletérios sobre empresas, empregos e renda.

Em 2016, mais de 1 milhão de crianças e jovens foram forçados a migrar de escolas particulares para públicas devido ao custo das mensalidades. Com mais impostos, essa situação pode se agravar, inclusive com desemprego de professores, ampliando os gastos públicos e reduzindo a arrecadação.

“O resultado acabará sendo a necessidade de aumentar novamente os impostos, o que reforçaria esse ciclo vicioso de atraso e desequilíbrio fiscal”, conclui Laércio.

O parlamentar defende que espera que nesse novo governo o caminho seja o de enxugar os gastos do Estado, e não sufocar ainda mais a iniciativa privada, em linha com os sinais emitidos pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Nessa direção, o Congresso Nacional estará pronto para contribuir para um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social do Brasil”, informou.

Fonte: Assessoria de Comunicação

 

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