Indenizar-se: mais quatro vereadores preferem silêncio no Deotap
Política 05/04/2016 22h41

Da Redação

Mais quatro vereadores optaram por não fazer declarações durante o interrogatório do inquérito que apura o suposto esquema de desvio das verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju (CMA). Agnaldo Feitosa (PR), Anderson de Tuca (PRB), Jailton Santana (PSDB) e Max Prejuízo (PSB) compareceram ao Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), na tarde desta terça-feira (5), acompanhados de seus advogados, mas se reservaram ao direito constitucional de permanecerem calados.

Os parlamentares seguiram orientação da defesa, que garante que todos os esclarecimentos serão prestados em juízo. “Vamos aguardar o término das investigações para que a defesa possa, com segurança, apresentar a sua versão. Todos eles querem cooperar e esclarecer a verdade”, afirmou o advogado Guilherme Maluf, que atua na defesa de Jailton e Max. “No momento oportuno, durante a instrução do processo, eles serão interrogados em juízo e vão dar todas as explicações”, reforçou o advogado Evânio Moura, que representa Anderson e Agnaldo.

Dos quatro vereadores interrogados nesta terça, apenas Jailton Santana concedeu entrevista à imprensa e garantiu que as verbas que recebeu foram utilizadas de forma lícita. “As verbas foram utilizadas, os serviços prestados durante todo o período. Os documentos comprovam isso”, declarou.

As oitivas conduzidas pela delegada Danielle Garcia foram acompanhadas pelo promotor de justiça Bruno Melo e devem ser retomadas nesta quarta-feira (6), quando serão ouvidos os vereadores Augusto do Japãozinho (PRTB), Valdir Santos (PTdoB) e Ivaldo José (PRTB).

As verbas

Por mês, cada vereador dispõe de R$ 15 mil reais em verbas indenizatórias, benefício que só foi regulamentado por Lei no segundo semestre do ano passado, mas sempre foi pago. Os indícios de desvios foram constatados em auditoria do Tribunal de Contas (TCE).  A primeira fase da investigação, por exemplo, começou apenas no ano de 2013, mas os investigadores estão estendendo a apuração até o ano de 2015 e se possível, até as legislaturas passadas. Numa análise preliminar, o Deotap estima um rombo superior aos R$ 7 milhões ao erário.

Foto: reprodução TV Sergipe

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