Indenizar-se: Emmanuel depõe, Adriano e Agamenon preferem silêncio
Política 04/04/2016 19h33

Da Redação

A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE) começaram na tarde desta segunda-feira (4), as oitivas dos vereadores suspeitos de integrar um esquema de desvio das verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Aracaju (CMA). Apenas um dos três vereadores que foram ao Departamento de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap) falou. Emmanuel Nascimento (PT) prestou depoimento e na saída conversou com a imprensa, já Adriano Taxista (PSBD) e Agamenon Sobral (PHS) se reservaram ao direito constitucional de ficarem calados.

Os dois parlamentares também não quiseram conceder entrevista à imprensa, chegaram e saíram pelo estacionamento do prédio onde funciona o Deotap, no centro da capital. Segundo a defesa, os clientes só devem se pronunciar no “momento oportuno, quando houver a conclusão do inquérito”, disse o advogado Guilherme Maluf.

Já o petista foi ouvido pela delegada Daniele Garcia e pelo promotor Bruno Melo e em entrevista à imprensa, declarou que responderia o que fosse “possível”, mas precisava “ter conhecimento do inquérito”. Sobre a sociedade com o ex-vereador e advogado Alcivan Menezes na empresa de locação de veículos, Nascimento afirmou que ela ocorreu em 2001, mas foi desfeita no ano seguinte quando ele foi para a CMA. Segundo o vereador, à época, ele atuava como sub-assessor jurídico e sua participação correspondia a 2,5% dos negócios. “Há 14 anos não tenho participação nenhuma. Não sou sócio de Alcivan, mas tenho contrato com essa empresa, porém, preciso ter documentos para responder. Não devo nada e estou à disposição da justiça para provar”, justificou Emmanuel.

Os depoimentos serão retomados nesta terça-feira (5), quando devem ser ouvidos os vereadores Anderson de Tuca (PRTB), Agnaldo Feitosa (PR), Jailton Santana (sem partido) e Max prejuízo (PSB).

As verbas

Por mês, cada vereador dispõe de R$ 15 mil reais em verbas indenizatórias, benefício que só foi regulamentado por Lei no segundo semestre do ano passado, mas sempre foi pago. Os indícios de desvios foram constatados em auditoria do Tribunal de Contas (TCE).  A primeira fase da investigação, por exemplo, começou apenas no ano de 2013, mas os investigadores estão estendendo a apuração até o ano de 2015 e se possível, até as legislaturas passadas. Numa análise preliminar, o Deotap estima um rombo superior aos R$ 7 milhões ao erário.

Foto: reprodução TV Atalaia

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