Governo de SE pede novo empréstimo de R$ 560 milhões
Linha de crédito deve ser destinada para obras de infraestrutura. Oposição cobra mais detalhes do projeto.
Política 20/10/2017 10h24 - Atualizado em 20/10/2017 12h58

Por F5 News

O Governo de Sergipe solicitou um novo pedido de autorização para empréstimo no valor de até R$ 560,036 milhões. A contratação da linha de crédito deve ser destinada para obras de infraestrutura, junto a Caixa Econômica Federal, para o Programa de Financiamento de Infraestrutura e Saneamento.

Segundo o governo, os recursos devem ser utilizados em obras nas áreas de educação, segurança pública e urbanização, além da modernização e recuperação das rodovias estaduais. Dentre as obras, de acordo com o texto, se destaca a restauração com ampliação da SE-170, no trecho entre Moita Bonita e Tobias Barreto, continuando pela SE-290 até Poço Verde e finalizando em Simão Dias, pela SE-361.

O projeto já foi entregue na Assembleia Legislativa e deve entrar na pauta de votação na próxima terça-feira (24). A oposição na Casa reagiu ao pedido com insatisfação. Para o líder da oposição, deputado Georgeo Passos (PTC), o texto não detalha onde o dinheiro será aplicado. Antes da votação, a bancada deve se reunir para discutir a matéria e cobrar mais informações sobre o projeto.

“Do Proinvest que foi aprovado há quatro anos sequer foram utilizados todos os recursos e esse projeto não detalha onde esse novo empréstimo vai ser utilizado. Vamos buscar, no mínimo, mais dados sobre com o que o governo pretende gastar. Vamos ouvir os demais colegas da oposição e faremos o contraponto”, afirmou o parlamentar em entrevista à TV Atalaia.

Ainda no texto, o governo justifica que o Estado possui boa margem de capacidade de endividamento e por isso pode contrair operações de crédito, conforme o Programa de Reajuste Fiscal da Secretaria do Tesouro Nacional. Aponta que em 2016, a relação entre o Serviço da Dívida e a Receita Corrente Líquida – RCL foi de 5,6%, abaixo do limite máximo, estabelecido em 11,5%. Também diz que referente à Dívida Bruta, ano passado a relação com a RCL ficou em 68,7%, abaixo do limite máximo de 200%.

No entanto, para Georgeo Passos essa capacidade de endividamento não deve ser levada em consideração, já que a situação financeira do Estado ainda é instável. “Tanto que os salários dos servidores se encontram atrasados, não conseguiu dar reposição inflacionária, ou seja, o reajuste linear, os fornecedores também reclamam que não recebem em dia, bem como os municípios em casos de alguns repasses”, completa.

Foto: arquivo F5 News

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