Edvaldo diz que oposição quer CPI do Lixo porque não aceitou a derrota
Política 10/07/2017 14h18 - Atualizado em 10/07/2017 15h13

Por Will Rodriguez

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) acredita que a persistência da bancada de oposição em investigar os contratos do lixo em Aracaju é resultado da “frustração” com o resultado das eleições do ano passado. Segundo o prefeito, seus opositores também estariam inconformados com o êxito da administração municipal.

Embora compreenda que as investidas para “desestruturar” o governo façam parte do papel da oposição, Edvaldo diz lamentar que o resultado das urnas ainda incomode muita gente. “Gente que vinha fazendo muitos planos com a Prefeitura de Aracaju, e colocamos esses planos abaixo.  Aí, a frustração é imensa”, alfineta.

Entendimento semelhante tem o braço do prefeito na Câmara Municipal de Aracaju, vereador Professor Bittencourt (PcdoB), líder da situação. Para ele, a oposição insiste em não compreender que a CPI torna-se desnecessária, uma vez que já existe uma investigação em curso no Poder Judiciário.

“A Polícia, o MPE já estão fazendo estas investigações. Não tem nada que possa ser investigado pelos vereadores que já não tenha sido. Não temos receio (da CPI), mas a gente tem coisa muito mais importante para tratar naquela Casa. Apoiamos as investigações e, se tiver algum problema com alguém, que esse alguém cumpra as determinações legais de eventual erro”, afirma Bittencourt.

O líder da oposição, o vereador Elber Batalha (PSB), rebate a crítica afirmando que impedir a CPI seria privar o parlamentar de uma das prerrogativas de sua função. “Esperamos que não haja nenhum tipo de interferência do Executivo Municipal e que possamos dar essa resposta que os aracajuanos tanto clamam. Precisamos saber o que há de podre na questão do lixo”, defende.

Até a manhã desta segunda-feira (10), a Câmara Municipal não tinha sido notificada da decisão da 3ª Vara Cível autorizando – mais uma vez - a abertura da CPI que pretende averiguar supostas irregularidades em contratos celebrados entre a Administração e a empresa Torre para prestação dos serviços de limpeza pública. A assessoria jurídica informou que deve recorrer da decisão. O Legislativo tem 15 dias para se pronunciar.

Esses contratos já foram alvo de inquérito da Polícia Civil, resultando numa ação penal movida pelo Ministério Público contra 14 pessoas ligadas à Torre, ao Sindicato dos Agentes de Limpeza e a gestores que passaram pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) nas duas administrações de Edvaldo e na gestão passada de João Alves Filho (DEM). 

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