Caça-Fantasma: ex-prefeito de Aracaju e outras 25 pessoas são denunciadas
MPE aponta nomeação de comissionados que receberam sem trabalhar
Política 12/12/2017 15h30 - Atualizado em 12/12/2017 15h38

Por Will Rodriguez

O Ministério Público de Sergipe (MPE/SE) ofereceu denúncia contra o ex-prefeito de Aracaju, João Alves Filho (DEM), e outras 25 pessoas, suspeitas de participação em um suposto esquema de corrupção envolvendo a nomeação de cargos em comissão que receberam salário sem trabalhar na Prefeitura de Aracaju, entre os anos de 2013 e 2016.

A denúncia faz parte da Operação Caça-Fantasma-  um desdobramento da Antidesmonte - que levou à prisão da jornalista Ana Alves, filha de João Alves e ex-presidente do DEM em Sergipe, agora em prisão domiciliar.

Os promotores basearam-se nos depoimentos de alguns dos beneficiados pelo suposto esquema fraudulento e também do ex-vice-prefeito de Aracaju, José Carlos Machado, e o ex-vereador Agamenon Sobral, que também figuram entre os denunciados.

De acordo com a denúncia, Agamenon conseguiu a nomeação de cinco parentes no gabinete do então prefeito, os quais receberam, cada um, mais de R$ 71 mil durante os quatro anos da gestão.

Em depoimento, os irmãos do ex-parlamentar, Robson Freitas, Edgar Sobral Freitas e Joaquim Freitas Neto, confessaram ter recebido sem trabalhar e sem, ao menos, saber em qual cargo estavam lotados. Agamenon disse que os parentes estavam “aguardando” serem chamados para trabalhar, o que nunca aconteceu.

Os promotores também identificaram a nomeação de mais de 80 cargos comissionados no gabinete do ex-vice-prefeito que, conforme a denúncia, também teriam recebido os vencimentos sem exercer as funções para as quais foram nomeados. Em depoimento, o vice-prefeito disse não ser o responsável pelas nomeações.

Ainda não foram ouvidos pelo MPE o ex-prefeito e a sua irmã Marlene Calumby, que ocupou a função de secretaria de Governo, e também foi denunciada, mas ainda não depôs porque se recupera de dois procedimentos cirúrgicos, segundo informou.

O esquema de servidores fantasmas, segundo concluíram as investigações, deixou um rombo que se aproxima de R$1,2 milhão. Os processos foram desmembrados e tramitam separadamente na 2ª Vara Cível de Aracaju.

Nenhum dos citados foi localizado para comentar o assunto até a publicação desta notícia. O Portal F5 News permanece à disposição através do email jornalismo@f5news.com.br ou do telefone 79 3218-8379.

Foto: Depoimento Agamenon/ reprodução TV Atalaia

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