Aracaju: Valadares e Edvaldo gastam mais de R$3 milhões na campanha
Política 30/10/2016 14h53

Por Will Rodriguez

Os candidatos a prefeito de Aracaju que disputam o segundo turno, Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Valadares Filho (PSB), gastaram pouco mais de R$ 3,1 milhões de reais durante a campanha deste ano, conforme balanço mais recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor, considerado baixo, é reflexo da proibição de doações de empresas. Para se ter uma ideia, há quatro anos o atual prefeito João Alves Filho (DEM) se elegeu no primeiro turno gastando R$ 4 milhões.

De acordo com a prestação de contas registrada pelas coligações no TSE, o candidato socialista teve o maior montante de despesas. Os gastos de Valadares somam R$ 1,6 milhão. Cerca de 30% das despesas foram com a produção das propagandas eleitorais e materiais gráficos. Já o candidato comunista totalizou, até o momento, R$ 1,5 milhão em gastos. Com a maior concentração, pelo menos 35%, nas despesas com produtoras e gráfica.

Já a arrecadação dos candidatos somou quase R$ 4 milhões. Valadares demonstrou maior poder de arrecadação e recebeu R$ 2 milhões em doações, 80% destinadas por partidos e 20% por pessoas físicas. Edvaldo tem R$ 1,9 milhão recebido, 88% oriundos das doações de partidos e 11% de pessoas físicas.

Avaliação

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, disse que o encurtamento da campanha eleitoral e a limitação de gastos foram medidas positivas neste pleito municipal. Segundo Mendes, "as campanhas foram mais limpas e fluíram de forma mais modesta".

Com as novas regras da minirreforma eleitoral, que começou a valer neste pleito, o tempo de campanha passou de 90 para 45 dias e o financiamento por pessoas jurídicas foi proibida. Os gastos de campanha estão limitados a doações de pessoas físicas e ao fundo partidário. O ministro deu as declarações em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, após acompanhar o início da votação na cidade.

Gilmar Mendes disse ainda que a definição sobre a possibilidade desse modelo de financiamento ser replicável e adequado para as eleições de 2018 depende do Congresso e da votação de uma nova reforma política. Mas ele reforçou que o balanço nas eleições municipais é positivo.

*Com Estadão

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