Sergipe é líder nacional em empreendedorismo feminino
Mais de 37% das empresas no estado são comandadas por mulheres Economia 30/08/2017 08h32Os números do estudo ‘Os Donos de Negócio no Brasil’ apontam que dos 309.031 empreendimentos sergipanos, 116.753 são comandados por mulheres. Esse número vem crescendo consideravelmente ao longo dos últimos anos, o que demonstra o interesse cada vez maior delas pelo empreendedorismo. Em 2013, por exemplo, era 90 mil a quantidade de mulheres chefiando um negócio no estado, representando 33,2% do total.
A partir da análise do estudo é possível traçar um perfil dessas empresárias. Ela tem menos de 45 anos, empreende em um local fixo (lojas, oficinas, escritórios), trabalha por conta própria e atua prioritariamente no setor de serviços. Dentre as principais áreas de atuação estão os restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiras (13%) e comércio de cosméticos (15%).
“As mulheres têm buscado cada vez mais empreender e isso é muito positivo para a economia. Elas estão buscando se qualificar mais antes de abrir um negócio, não têm receio em buscar conhecimento para administrar melhor a empresa e estão mais antenadas em relação ao que acontece no mercado. Isso contribui para aumentar a sobrevivência desses empreendimentos, elevando assim as chances de sucesso”, explica o superintendente do Sebrae, Emanoel Sobral.
As empresárias também se preparam mais que os homens na hora de abrir uma empresa. Entre elas, 21% possuíam o ensino superior incompleto ou mais e 37% o ensino médio completo. Já entre os homens, apenas 13% possuíam o ensino superior incompleto e 28% o ensino médio completo ou incompleto.
Acesso a tecnologias
A pesquisa levou em consideração dois grupos de trabalho: as pessoas que trabalham por conta própria (aquelas que exercem o seu ofício explorando o próprio empreendimento, sozinho ou com sócio, sem ter empregado e contando, ou não, com a ajuda de trabalhador não remunerado) e o empregador (quem trabalha explorando seu próprio empreendimento, com pelo menos um empregado assalariado).
De forma geral, as mulheres têm mais acesso às novas tecnologias. Cerca de 97% delas tinha telefone fixo ou celular (93% entre os homens), 54% possuía computador com internet no domicílio (44% entre eles) e 58% acessou a internet nos últimos três meses (44% no sexo masculino).
Os dados mostram ainda que as empresárias tinham um rendimento médio mensal de R$ 1.577,00, valor 30% inferior aos donos de negócio do sexo masculino. Nos últimos 13 anos essa diferença vem caindo, já que a renda delas cresceu 36% (já descontada a inflação), enquanto a dos empresários aumentou 29%.
No grupo das mulheres com negócio, apenas 33% contribuía para a previdência no trabalho principal e 4% contribuía para alguma entidade de previdência privada.
Fonte: Agência Sebrae

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