Feriados prolongados preocupam lojistas de Aracaju
Economia 06/01/2017 13h41

A previsão nada boa para o comércio no ano de 2017 em relação ao número de feriados prolongados, o que pode acarretar na perda de R$ 10,5 bilhões segundo dados da Fecomércio (SP), está preocupando o Sindicato dos Lojistas de Sergipe (Sindilojas) e também a FCDL/Sergipe. E um dos motivos, além dos já tradicionais feriados como Carnaval, Semana Santa, Dia da Independência, Finados e outros, está relacionado à decretação de pontos facultativos por parte das prefeituras municipais e governo do Estado.

Para Gilson Figueiredo, presidente do Sindilojas, há pelo menos cinco situações de feriados considerados imprensados onde a entidade espera que não ocorram os chamados “facultativos”. “São eles, quinta-feira Santa, véspera de São Pedro, feriados após a independência, Nossa Sra. Aparecida e Finados”, diz Gilson enfatizando que se os governos decretarem o facultativo “esvaziará ainda mais os Centros comerciais das cidades”.

A previsão nada animadora também afeta às CDLs sergipana, num total de 19, comandadas pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Sergipe (FCDL). “As CDLs do interior e da capital esperam dos prefeitos municipais que eles não adiram a esta onde de decretação de ponto facultativo no serviço público sempre que há um feriado imprensado”, declara Edivaldo cunha, que preside a entidade.

Bom exemplo 

Se por um lado a preocupação manifestada pelas duas entidades ligadas ao comércio sergipano está explicitada, um bom exemplo foi dado ano passado durante o período de feriado prolongado.

“O governador Jackson Barreto atendeu ao pedido das entidades empresariais e em 2016 ele não imprensou feriados, ajudando para que o comércio não ficasse esvaziado. Esperamos que ele repita a postura, bem como o prefeito Edvaldo Nogueira”, pontua Gilson Figueiredo.

Uma das possíveis medidas para tentar minimizar o prejuízo com o grande número de feriados em 2017 seria trabalhar nesses feriados. Mas, segundo a Fecomercio-SP, essa medida poderia ocasionar aumento nos custos operacionais, o que prejudica as empresas.
“A Federação alerta para os custos adicionais (100% para trabalhos em feriados adicionados de cerca de 37% de encargos) para a empresa, o que pode inviabilizar essa opção”, diz, em nota, a entidade paulista.

Fonte: CDL 

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