Empresas querem quase 30% de reajuste na passagem de ônibus em Aracaju
Economia 21/07/2017 12h32 - Atualizado em 21/07/2017 14h17

Por Fernanda Araujo

As empresas de transporte público querem quase 30% de reajuste no valor da tarifa da passagem de ônibus em Aracaju (SE). Os empresários alegam que o setor aponta uma defasagem de 29%, se comparada a diferença entre a tarifa e as despesas, o que tem causado desequilíbrio econômico.

Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Aracaju (Setransp), os custos para a operação do serviço na Grande Aracaju vêm aumentando constantemente e, em contrapartida, houve redução no número de passageiros pagantes, que caiu 17,33% entre o primeiro semestre de 2015 e 2017.

“Com essa realidade problemas aparecem frequentemente, como, por exemplo, a paralisação na renovação da frota de ônibus. Há três anos a capital e região metropolitana não têm renovação com ônibus novos, e, entre outras coisas, todas as empresas que operam o transporte aqui encaram dificuldades todos os meses para pagar os salários dos seus colaboradores em dia”, argumenta o Setransp.

O sindicato acrescenta que, nos últimos cinco anos, o preço do combustível aumentou 53,08% e teve 53,84% de acréscimo salarial aos trabalhadores rodoviários. E afirma que a “não garantia do equilíbrio econômica-financeiro para o transporte” trará graves consequências para o setor.

“Aracaju já assistiu à falência de empresas de ônibus, com demissão em massa e saída do sistema. E, infelizmente, esses fatos tendem a ser inevitáveis diante da crise que se alastra no setor, onde não existe fonte de custeio para as gratuidades implantadas, nem exoneração de cargas tributárias, nem tão pouco subsídio para o serviço”, completa.

O prefeito Edvaldo Nogueira, que agora tem responsabilidade pelo reajuste, já admitiu que vai discutir a revisão do valor da tarifa ainda este ano, com base na planilha de custos elaborada pelos empresários.

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Edvaldo admite possibilidade de reajuste da passagem de ônibus na Grande Aracaju

Atualmente, o usuário paga R$ 3,10 pelo serviço na capital sergipana e também nos municípios de Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros – que futuramente vão integrar o consórcio do transporte coletivo.

O último reajuste, de 37,78%, foi aprovado em dezembro de 2015 e está em vigor há 18 meses. No entanto, o valor é considerado insuficiente pelas empresas que, à época, calculavam uma tarifa de R$ 3,52 como ideal.

Com informações do Setransp

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