Em Sergipe, 58% dos municípios vão terminar o ano com dívidas
Economia 12/12/2017 16h30 - Atualizado em 12/12/2017 16h31

Por Will Rodriguez

Um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) demonstrou que as Prefeituras brasileiras ainda enfrentam dificuldades para conseguir tirar as finanças do vermelho. Em Sergipe, mais da metade dos 41 prefeitos que responderam ao questionário disse que vai encerrar o ano com débitos para o exercício 2018.

De acordo com a pesquisa, apenas 19,5% das prefeituras sergipanas vão conseguir fechar as contas neste ano. Já quando questionado sobre o débito com os fornecedores, 68% dos gestores reconheceram que têm contas em atraso.

O estudo também apontou que na folha de pagamento está o principal gargalo. Nenhum município sergipano conseguiu comprometer menos do que 60% de suas receitas com o pagamento de servidores e, em pouco mais da metade das prefeituras, esse percentual ultrapassa os 60%.

Diante desse cenário, 90% dos prefeitos disseram que estão com os salários do funcionalismo em dia, mas quatro em cada dez prefeitos vão atrasar o salário de dezembro ou ainda não têm certeza se pagarão no prazo.

Em relação ao pagamento da gratificação natalina, 61% dos prefeitos disseram que optaram pelo pagamento parcelado, 88% deles já pagaram a primeira parcela e pretendem depositar a segunda até 20 de dezembro, como previsto em Lei. Já sete Prefeituras disseram que vão pagar o abono no valor integral até a mesma data.

Com o arrocho nas contas, os prefeitos elencaram as medidas que adotaram para tentar equilibrar as finanças - a maioria deles optou pela redução dos quadros de comissionados, desativação de veículos e redução das despesas de custeio.

Na avaliação do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o estudo mostra que a economia pode estar melhorando, mas o retorno demora a impactar a arrecadação. “Para os Municípios a crise neste fim de ano está muito violenta e, no início do ano que vem, teremos que lidar com duas situações muito difíceis: o cumprimento do piso para o magistério e o aumento do salário mínimo. Principalmente no Nordeste, esses dois componentes têm um impacto muito grande e vai aprofundar ainda mais a crise”, diz. 

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