Zé Augusto: PF abre inquérito para investigar se houve execução sumária
Cotidiano 03/12/2014 18h00Por Will Rodrigues
A Unidade de Repressão a Crimes Contra a Pessoa da Divisão de Direitos Humanos da Polícia Federal, em Brasília, abriu um inquérito para investigar se o ex-presidiário José Augusto Aurelino Batista, 41 anos, foi executado sumariamente. Ele foi morto no último dia 14 de outubro, durante um suposto confronto com policiais civis, em Poço Verde. Os laudos das perícias realizadas pela PF ficaram prontos há cerca de 10 dias.
Zé Augusto estava sendo investigado pela participação em uma milícia privada responsável por diversos homicídios em Sergipe e na Bahia, da qual ele seria o líder. A PF realizou nesta quarta-feira (3), a Operação Poço Vermelho, para desarticular o grupo de extermínio. Sete pessoas foram presas, três delas estariam envolvidas com a ação que culminou na morte do ex-presidiário.
A investigação da PF foi provocada por um pedido do Ministério da Justiça depois que o promotor público de Poço Verde, Lúcio José Cardoso, solicitou a apuração do caso. “Quando o resultado de vários exames, entre eles o laudo cadavérico chegou, nós juntamos com o que o Ministério Público havia produzido até o momento e também com aquilo que foi relacionado pelo compartilhamento de provas da investigação das milícias, foi instaurado o procedimento para analisar o fato”, afirma o delegado Milton Rodrigues Neves (foto abaixo).
O chefe da Unidade de Repressão a Crimes Contra a Pessoa/ DDH/DPF explica ainda quais os próximos passos da investigação. “Por causa dos indícios (não são provas) de execução sumaria, onde, em tese, as pessoas que foram a casa dele teria executado às 3 horas da madrugada, vamos ouvir esses policiais, verificar a dinâmica e saber se houve confronto. Tudo tem que ser checado. O inquérito ainda está muito insipiente.”, revela Neves.Segundo o delegado, após a conclusão da investigação, os resultados serão encaminhados ao MP para avaliação. “Se entender que os elementos são suficientes para oferecer uma denúncia, o Ministério Público poderá fazer isso para que seja iniciado um processo”, completa.
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Fotos: Arquivo F5 News / Will Rodrigues

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