Voluntários se unem em prol da limpeza das praias e rios em Sergipe
Cotidiano 19/09/2015 15h10Por Will Rodrigues
Se você é sergipano certamente não recusa um passeio em uma das nossas belas praias e mesmo quem é de fora se encanta com o litoral do menor estado do país. Entretanto, bastam algumas ações irresponsáveis como o descarte irregular de lixo para colocar toda essa beleza em risco.
Este sábado (19) é o dia mundial de Limpeza de Rios e Praias ou Clean Up Day e em Aracaju as ações se concentraram na Orla de Atalaia, zona sul da capital. Em três horas de atividade foram coletados 167,89kg de lixo em quatro km na faixa de areia e três km no calçadão.
A ação ocorre em mais de cem países e os voluntários não fazem apenas a coleta dos resíduos. Após esse trabalho, todo material será catalogado e analisado. Os resultados serão publicados em um relatório anual que tem como finalidade colaborar com a Organização das Nações Unidas (ONU) na construção de políticas públicas para redução de impacto de lixo nos litorais e em especial no oceano, considerado o maior lixão ‘não visível’ do mundo.
A iniciativa da Ocean Conservancy conta com o apoio da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). A voluntária Mayra de Araujo destaca a necessidade de conservação dos recursos hídricos e da zona costeira do Brasil. “Ano passado a gente coletou 266 quilos de lixo comum, como bituca de cigarro, canudo, e qual o destino? Se você deixar um lixo na praia o animal vai consumir porque ele não sabe fazer a separação. Então, o destino do lixo é no lixeiro ou a reciclagem”, pontua.
Lixo Marinho
Aquele palito de picolé 'esquecido' na areia da praia ou na calçada, o papel de presente rasgado até então sem serventia que não teve a reciclagem como destino final e tantos outros itens se transformam facilmente em resíduos que acabam tendo um destino pouco provável: o mar.
Além do impacto visual, nas praias, mares e rios, a biota marinha é fortemente impactada. Isto é, os organismos vivos que habitam o oceano acabam ingerindo o lixo, confundido com alimento (quando são animais – peixes, tartarugas, aves e mamíferos marinhos).
“A ingestão de lixo por animais marinhos acontece o tempo todo e, nesse momento, algum animal deve estar morrendo por conta disso. Esperamos que este dado sirva para que as pessoas tenham consciência de seu papel de tornar o ambiente em que vivemos mais agradável, para nós humanos e todas as outras formas de vida do planeta”, observa o biólogo Clarêncio Baracho.
*Com informações da FMA
Fotos: Will Rodrigues/F5 News

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