Violência em Lagarto: SSP diz que reforço já é feito na cidade sergipana
Cotidiano 14/11/2016 12h49 - Atualizado em 14/11/2016 14h23Por Fernanda Araujo
No final de semana, moradores da cidade de Lagarto, agreste de Sergipe, protestaram pedindo por mais segurança, em prol de uma cultura de paz. Os manifestantes fizeram uma passeata na manhã de domingo (13) pelas ruas da cidade e elaboraram um abaixo assinado que será entregue à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Segundo eles, Lagarto passa por uma onda de violência que tem causado temor na população.
Os moradores cobram maior número de policiais na região, mas segundo o secretário de segurança, João Batista, o reforço já vem sendo feito. O secretário afirma que, além do policiamento ordinário no local – cerca de 150 militares no Batalhão – estão sendo enviadas tropas especiais como o Grupo de Ações Táticas do Interior (Gati) e o Comando de Operações Especiais (COE).
“A gente já vem trabalhando há duas semanas, aumentando o efetivo de Lagarto e as operações para diminuir a violência lá. Acho que a organização da sociedade civil é importantíssima, estamos abertos. Todo o dia eu recebo representantes de líderes comunitários, representantes da sociedade civil, acho que a sociedade tem que cobrar e não pode ficar engessada ou anestesiada com a violência”, afirma o secretário.
No entanto, o secretário reitera que a polícia tem trabalhado de forma eficiente à medida das condições que lhe são dadas, principalmente com a falta de efetivo. Ele aponta que, apesar dos altos números de homicídios, ao mesmo tempo é grande também o número de prisões e apreensões de armas de fogo e drogas no estado.
“Como não temos um efetivo homogêneo em todo o estado, é aquela história ‘o cobertor é curto’. Se resolve em Lagarto, estoura em outra cidade e por aí vai. Dessas prisões todas que aconteceram nenhum dos bandidos se entregaram porque queriam, cada prisão dessas é uma investigação, é um trabalho da PM, e o policial coloca a sua vida em risco. Os presídios estão cheios, as delegacias estão cheias. Quem não está trabalhando? O trabalho da polícia é vigilância completa. É interessante que a comunidade comece a entender que, talvez, o problema não seja só de polícia, seja um problema de legislação, da atuação de outros órgãos para ajudar a polícia, e de recursos”, ressalta.
Com o reforço policial que deve acontecer em dezembro, a partir da vinda da Força Nacional para Aracaju, segundo a SSP a ideia é que policiais do estado sejam remanejados para Lagarto e para outras cidades do interior.
Foto (passeata): Lagarto Como Eu Vejo

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