Violência chega a campo e tira o sossego de agricultores
Eles cobram da SSP ações mais efetivas de combate ao crime Cotidiano 03/10/2015 15h32Por Aline Aragão
A violência e a insegurança não são apenas problemas urbanos; há muito tempo a zona rural vem deixando de lado a imagem bucólica de tranquilidade para se tornar em um alvo fácil de criminosos, que levam medo e terror aos moradores do campo.
Diante do cenário de constantes roubos de gado, assaltos em fazendas e até mesmo sequestros relâmpagos, os agricultores resolveram se unir e, por intermédio da Federação da Agricultura do Estado de Sergipe (Faese/SE), cobrar do poder público ações mais efetivas no combate ao crime na zona rural.
Uma primeira reunião entre a Faese e o secretário de Segurança Pública, Mendonça Prado, aconteceu em abril deste ano, mas, segundo o representante da entidade, Dênio Leite, até o momento nenhuma providência foi tomada e os casos de violência só aumentam.
“Antigamente os ladrões entravam na propriedade, pegavam duas ou três cabeças de gado e fugiam. Hoje chegam com caminhões e levam um rebanho inteiro, além de invadir as residências e aterrorizar os moradores com ameaças e muita violência”, lamenta.
Segundo Dênio, hoje não é possível dizer em que região o número de ocorrências é maior, e com a inserção do crack no interior, a situação só piorou. Ele diz ainda que a Faese tem registros de agricultores que, por medo, estão abandonando as propriedades; o mesmo tem acontecido com os trabalhadores, que se negam a ficarem sozinhos. “Essa é uma realidade de todo estado, e precisamos que alguma providência seja tomada ou a produção agrícola e pecuária em Sergipe pode ser prejudicada”, alertou.
Os agricultores terão uma nova reunião com o secretário, na próxima terça-feira (06), onde cobrarão mais celeridade nas investigações e um policiamento mais ostensivo. Como sugestão, a Faese pede a ampliação do Batalhão da Caatinga para todo estado, transformando o mesmo em Batalhão Rural, para que dessa forma possa levar mais segurança ao campo.

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