Vintage: conceito de moda e objetos retrôs que amplia seu espaço
Sustentabilidade ambiental impulsiona esse nicho de negócios Cotidiano 30/05/2013 17h59Por Fernanda Araujo
O mercado vintage, conceito que recupera estilos dos anos 20, 30, 50 e 60 em vestuários, calçados, mobiliários e peças decorativas, tem conquistado seu espaço pelo país e Aracaju (SE) não foge à regra.
Aquela camisa ou sapato de segunda mão, antes vistos como descartáveis, atualmente estão na casa de um adolescente ou de uma senhora, que, se desprendendo de qualquer preconceito, usam e abusam das aquisições em brechós. E enquanto isso, o conceito movimenta o mercado da moda.
Preços bem abaixo do mercado são um dos principais motivos que impulsionam esse sucesso, principalmente entre as mulheres. Mas a tendência vintage não abarca apenas roupas antigas e já usadas; aquelas com tecidos propositadamente desgastados, camisetas e shorts de rock dos anos 80 e 90 também se enquadram no conceito.
Na loja Mercado Xique, a proprietária Isabele Ribeiro afirma que todos os objetos vendidos apresentam ótima qualidade, entre estes roupas que não necessariamente são usadas. “Trouxemos de Londres algumas roupas e por isso nem todas são usadas e acaba tendo bazar e brechó, de marcas boas e com preço bem abaixo. Uma roupa da marca Maria Bonita, por exemplo, custa 40 reais, o que é impossível achar”.
São roupas, sapatos, lenços, pôsteres (online a pessoa diz uma temática e a loja produz os pôsteres dentro da ideia, o comprador somente vai buscar), CDs e objetos de decoração que compõem o estoque, com peças levadas por colaboradoras e fornecedores ou adquiridas pela proprietária. O foco é a temática retrô, mas sem abrir mão da variedade.
No entanto, apesar de a sustentabilidade ambiental estar cada vez mais em evidência, Isabele observa que ainda há um preconceito em usar roupas ou ter objetos já usados, principalmente na capital. “O Mercado Xique veio com a ideia de quebrar isso. Muita gente já não se importa mais, porque a nossa ideia é justamente ter essa proposta sustentável. As pessoas estão aderindo justamente porque o mais legal é criar seu próprio estilo com coisas de outras épocas, de outras pessoas, às vezes até de amigas. É fazer a sua própria moda, uma brincadeira de estilos”.
A loja foi criada em agosto do ano passado. A princípio, seria apenas um "escritório criativo", conta Isabele. Mas movida pelo conhecimento adquirido na promoção de alguns eventos de brechós, com as leitoras do blog que ela mantém - o Mercado Xique que deu nome à loja -, surgiu a proposta de aproveitar o espaço físico disponível para montar o negócio,
A expansão já é pensada pela empresária e se baseia nos modelos de vendas crescentes pela internet: "a gente tem vontade de fazer uma loja virtual, mas que não é para agora", diz.
A proposta ganha fôlego pela observação de que o Mercado Xique tem um público internauta. "Acho que 90% das pessoas que vêm pra cá viram antes pela internet, através da nossa fanpage e do blog”, avalia.
A loja fica na rua Senador Rollemberg, 944, no bairro São José.

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