Vendas de celulares piratas são intensas em mercado de Aracaju
Cotidiano 17/04/2013 16h44Por Míriam Donald
Celulares considerados piratas e sem homologação na Anatel deverão ser bloqueados em 2014, mas suas vendas continuam frequentes em Aracaju, sobretudo em bancas localizadas no centro da cidade e no mercado Albano Franco, que vendem os aparelhos imitações dos modelos e marcas das grandes empresas de eletrônicos e, além desses, acessórios para celulares.
Dentre alguns fatores que fazem os interessados optarem pelo produto pirata, apelidados de ‘xinglings’, estão o preço muito baixo se comparado ao dos originais e a perspectiva de usufruir das mesmas funções. As armadilhas se escondem no fato da maior parte dos vendedores de piratas não fornecer nota fiscal e, com o uso, o comprador tende a perceber que alguns sistemas ou não funcionam, ou o fazem precariamente. Fora isso, muitas vezes se verificam complicações com baterias, carregadores e acessórios genéricos.
Segundo a vendedora de uma banca localizada no piso superior do mercado, Deisiane Lima dos Santos, o fluxo de vendas é razoável, chegando de cinco a oito aparelhos por dia, com variação de preços de 100 a 300 reais a depender do celular. “Um celular do modelo ‘iPhone’, da marca Apple que custa entre 2.000 mil e 2.500 reais, aqui custa 250”, diz.
Questionada sobre o fornecimento dos celulares, ela não soube dar informações precisas, pois são pessoas que entregam diretamente ao proprietário da loja. Diante da mercadoria, ela fala que algumas pessoas voltam ao local para reclamar do aparelho. “Tem gente que volta e reclama porque a bateria não é boa, mas acredito ser questão de sorte porque há pessoas que usam normalmente e não fazem reclamação”, conta a vendedora.
Já o vendedor e técnico Daniel Paixão afirma que o proprietário da loja em que trabalha está paran
do de vender os os aparelhos "genéricos" pela incidência de problemas técnicos e agora já está introduzindo os originais. “Percebemos que não valia a pena devido às reclamações. A bateria incha muito rápido e dura menos tempo que bateria de um original que é uma carga de 48 horas, sem contar que reposição de peças é quase impossível, já que, para encontrar uma peça compatível, tem que viajar para o Paraguai. É um barato que acaba saindo caro”, diz Daniel.Como nem todas as lojas vendem de forma que o consumidor saiba se é pirata ou não, eles devem ficar atentos e checar o selo ou código que deve ser pesquisado no site da Anatel, o que comprovará a legalidade, já que todos os aparelhos possuem selo da agência reguladora, logotipo e número de certificação.
De acordo com a consultoria Strategy Analytics, no ano passado, os xinglings somaram 12,7% de todo o mercado nacional.

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