Veja como se prevenir do mosquito transmissor da Dengue e Chikungunya
Cotidiano 14/11/2014 07h00

Com a chegada do Alphavirus  ao Brasil, o mosquito Aedes Aegypti, conhecido por ser o transmissor da Dengue, também pode vir a transmitir o vírus causador da ‘Febre Chikungunya'. Diante do fato, o Programa Municipal de Controle da Dengue alerta a população aracajuana para que todos fiquem atentos e adotem cuidados preventivos essenciais na luta contra o mosquito Aedes aegypti, o transmissor das doenças, tais como manter recipientes guardados de cabeça para baixo para evitar o acúmulo de água; deixar reservatórios de água, lavanderias, ralos devidamente cobertos e tampados e, sobretudo, dar a destinação correta de materiais como latas, pneus e garrafas.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Taíse Cavalcante, destaca que de acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes (LIRAa) de 2014, entre as causas principais de elevação da infestação do mosquito na cidade, está o armazenamento de água em locais abertos, sem os devidos cuidados por parte da população”.

A pesquisa do LIRAa foi realizada entre os dias 20 e 24 de outubro, pela Vigilância Epidemiológica, traçando um panorama completo da dengue no Município. O estudo demonstrou que o armazenamento de água em lavanderias, caixas d’água e tonéis é responsável por 78% dos casos de infestação do mosquito. Já os depósitos domiciliares como vasos, pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso representam 20%. No relatório, lixos e resíduos sólidos representam apenas 2% dos locais encontrados.

Taíse Cavalcante reforça que é preciso manter as ações preventivas de combate aos criadouros dos mosquitos. “Enviamos agentes de endemias para identificar e eliminar os focos do mosquito e aplicar também o inseticida, mas para que esses focos não surjam novamente, os moradores devem manter os cuidados preventivos em suas residências. Neste momento, o risco de surgirem novos focos é ainda maior, pois existem condições de clima favoráveis para reprodução do Aedes como o período de modificação climática com presença de chuvas constantes e sol intenso”, explica, destacando que com o clima a favor, os ovos depositados na água podem se transformar em mosquito num intervalo de três a 15 dias.

A coordenadora enfatiza que os ovos do Aedes aegypti também são resistentes e, uma vez aderidos às paredes internas de recipientes e reservatórios, podem resistir até 450 dias sem água. “Antes disso, se em qualquer momento houver contato com a água, a larva pode surgir. Por isso, recomendamos que os reservatórios de água e lavanderias além de serem cobertos e tampados devem ser mantidos limpos, com as paredes internas lavadas e higienizadas com escovas, para evitar que ovos depositados pelo mosquito Aedes aegypti fiquem aderidos no interior e possam vir a se tornar larvas e depois mosquitos adultos”, reforçou.

Taíse Cavalcante também deixou o alerta de que Dengue e Chikungunya são doenças semelhantes quanto aos sintomas que em geral são febre, dores articulares, dores de cabeça e surgimento de manchas vermelhas no corpo. “O tempo de surgimento dos sintomas da Febre Chikungunya é bem menor, surgem em cerca de três a 5 dias, mas a doença em si não representa grande risco à saúde. Já a Dengue age mais lentamente no organismo só que se não tratada a tempo pode levar a morte. Por isso recomendamos que as pessoas busquem prevenir as doenças e em caso de aparecimento dos sintomas procurem quanto antes os serviços de saúde”, explicou. 

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