UFS está com atividades paralisadas há dois meses
Cotidiano 28/07/2015 13h00

Da Redação

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) continua com as atividades suspensas. A paralisação dos técnicos administrativos completa dois meses nesta terça-feira (28) e para a categoria houve avanços nas negociações de pontos da pauta que não demandam aumento de gastos. O movimento paredista se estende a outras 64 instituições de ensino federal por todo país.

O Ministério da Educação se comprometeu a apresentar uma proposta até esta quarta-feira (29). Também nesta quarta-feira, os técnicos se reúnem em  assembleia geral  a partir das 14 horas.

Elayne Cristina Menezes, membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da UFS (Sintufs), disse em entrevista recente ao F5 News que no último dia 6 de julho a UFS propôs aplicar a redução da jornada em alguns setores por trinta dias, como teste. A partir dos resultados levantados, ela será aplicada nos demais setores.

“Avaliamos que a proposta não é a ideal, não corresponde à Resolução 024/2014 do Conselho Superior da UFS, mas esta foi a ação possível. A introdução das 30 horas vai acontecer em fase experimental para gerar dados sobre o funcionamento extensivo de 12 horas”, completou Elayne.

Além das demandas específicas da categoria, os trabalhadores pedem, em conjunto com outras carreiras de funcionários públicos, o reajuste salarial de 27,3% em 2016, enquanto o governo oferece 21% em quatro anos.

Professores

Os docentes da UFS também estão de braços cruzados há mais de 60 dias. Eles aderiram à paralisação nacional no dia 25 de maio. Eles se reúnem em assembleia geral nesta quarta. A categoria é contra o corte de R$ 9 bilhões nos recursos para a educação e quer o reajuste salarial de 27,3% e melhorias nas condições de trabalho.

UFS

Em nova divulgada recentemente, a UFS informou que os membros do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conepe) decidiram, por maioria, que o calendário acadêmico não será suspenso durante o período de greve.

Algumas das consequências apontadas pelos conselheiros contrários à proposta foram: a descontinuidade do pagamento das bolsas dos programas de assistência estudantil; os impactos sobre os estudantes que fazem parte de programas de mobilidade acadêmica, que devem atender a prazos rígidos e estipulados por convênios com instituições diversas; a necessidade de reformulação dos períodos de matrículas e datas de processos seletivos; a autonomia dos docentes com relação à adesão ou não ao movimento grevista.

*Com informações da Agência Brasil

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