Três suspeitos de tentar matar o advogado Antônio Mortari são presos
Cotidiano 05/12/2016 12h06 - Atualizado em 05/12/2016 13h54

Por Will Rodriguez

A Polícia prendeu três homens suspeitos de participar da tentativa de homicídio contra o advogado Antônio Mortari, em Aracaju (SE), no último mês de agosto. Os detalhes do inquérito, que ainda está em andamento, foram apresentados nesta segunda-feira (05), em entrevista coletiva.

Estão presos temporariamente Clemilton de Almeida Agapito, 61; Anderson Santana Souza do Nascimento, 27, e Marcus Henrique Coelho de Souza, 53. As imagens dos suspeitos não foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE) por causa de uma liminar judicial obtida pela defesa dos acusados.

Investigações demonstraram que o objetivo dos suspeitos era executar o advogado. A motivação seria a intervenção de Mortari em litígio, no qual ele atuava como advogado de uma das partes. “O carro do advogado foi atingido na porta esquerda com vários tiros concentrados, denotando a intenção de execução, já que ele não foi abordado”, explicou a delegada Tereza Simony (foto), da 1ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), responsável pelo inquérito.

Clemilton e Marcus Henrique são empresários baianos que negociavam a compra de uma empresa na cidade de Estância, no centro-sul de Sergipe. Eles queriam adquirir 60% das ações do negócio e pagar com lotes de uma propriedade rural a um empresário sergipano que continuaria com 40% das ações. Porém, o advogado teria alertado o empresário sobre a suspeita de que a documentação apresentada pelos baianos tinha irregularidades. “As partes chegaram a assinar o contrato, mas o pagamento não foi feito”, enfatizou a delegada.

O terceiro preso, Anderson Santana, é ex-funcionário da empresa que estava à venda e teria sido contratado para executar o crime. O inquérito policial só deve ser concluído em até 30 dias. Os suspeitos negam a participação no crime.

O advogado Antônio Mortari, que é presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Sergipe (TJD/SE), já se recuperou dos ferimentos, está em um local reservado a fim de preservar a sua integridade física, mas já retomou algumas das suas atividades profissionais.

 O representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE), o advogado Aurélio Belém, classificou a ação criminosa como estarrecedora. “Não podemos permitir que um profissional seja vítima desse tipo de delito apenas por estar exercendo o seu trabalho. Vamos continuar acompanhando o caso, a ação penal, para deixar o recado de que o crime não compensa”, afirmou. 

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