Três linhas de ônibus serão paradas na noite desta quarta
Poderá ocorrer toque de recolher nos coletivos de Aracaju, diz Sintra Cotidiano 12/02/2014 11h00Por Fernanda Araujo
As linhas dos corujões da Grande Aracaju (SE), ônibus que circulam na madrugada, estão paradas desde o dia 22 de janeiro passado. E a partir desta quarta-feira (12) às 19h, não circularão as linhas Parque São José/Osvaldo Aranha – 606; Maracaju/Centro – 101; e Parque São José/Maracaju – 607. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Aracaju (Sintra) devido à falta de segurança no sistema de transporte coletivo da cidade.
Na última assembleia da categoria que prometeu paralisação, na época do Pré-Caju, a Secretaria de Segurança Pública disse que iria intensificar ações para inibir a criminalidade fazendo o policiamento nas linhas dos corujões, mas segundo o presidente do sindicato, Miguel Belarmino (foto), a promessa não foi cumprida e, de lá para cá, só tem aumentado o número de assaltos.
Dados do Sintra revelam que em janeiro foram registrados 97 assaltos, e em apenas doze dias desse mês de fevereiro já somam 47, totalizando 144 assaltos só no início deste ano. O levantamento aponta ainda que no ano passado ocorreram 800 assaltos e em 2012 houve registro de 330. “Só ontem foram seis assaltos, a Delegacia Plantonista só divulgou três que foram os Boletins de Ocorrência, mas foram seis. Em uma noite seis assaltos, isso é um absurdo. Se este ano continuar assim, vai ser o dobro do ano passado”, se indigna o presidente.
No mês de janeiro a assessoria de comunicação da Polícia Militar chegou a afirmar que não teria condições de disponibilizar a escolta solicitada pelo Sintra para atender todas as linhas de ônibus que circulam em Aracaju e Grande Aracaju, no que diz respeito, especificamente, aos ‘corujões’. Mas, Miguel Belarmino afirma que o assessor tenente-coronel Paulo Paiva está desconversando. “Não estamos pedindo policial nos ônibus e nem viaturas, queremos que aumente o número de abordagens para inibir os bandidos, que são pouquíssimas, e ronda nos corredores nos finais de linha. Se não tem condições de fazer ronda e abordagem que fale; agora, dizer que o Sintra quer viatura acompanhando os ônibus não é verdade”, disse.Segundo ele, a administração atual da Secretaria Municipal de Defesa Social e Cidadania tem tentado disponibilizar a Guarda Municipal, mas o trabalho deles é limitado a Aracaju, e quem tem o poder de policiamento é a Polícia Militar. O presidente apela ao governador Jackson Barreto que tome providências. “O trabalhador já sai de casa com medo, pensando que vai ser assaltado. Há 20 dias, eu ouvi de uma família que uma criança de oito anos viu o pai saindo de casa às 5h e pediu que não fosse trabalhar porque os bandidos iriam atirar nele. Isso constrange a diretoria, e a própria população, tenho certeza que a população nos apóia”.
O presidente alerta que os usuários estão priorizando veículos clandestinos por não confiarem andar no coletivo. Ele lembra que os prejuízos se estendem das empresas, cuja arrecadação é roubada, aos motoristas e cobradores, que têm seus pertences pessoais levados. Além dessas, outras linhas também poderão ser paralisadas na próxima semana, caso não diminua o número de assaltos, de acordo com ele. Um estudo sobre incidência de assalto da categoria está sendo finalizado pelo Sintra e, se a situação continuar, Belarmino adverte que poderá haver toque de recolher no sistema de transporte.
F5News tentou falar com a assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública e, segundo informações do órgão, o assessor não poderia responder por estar em uma reunião e seria avisado para retornar a ligação. Até o fechamento da matéria não houve retorno.
Fotos: arquivo/ F5 News

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

