Tratamento de pacientes com HIV/Aids cresce em Sergipe
Por outro lado, Estado tem média de três novos casos por dia, diz SES
Cotidiano 07/02/2016 14h25

Por Fernanda Araujo

O tratamento de pacientes com HIV/Aids em Sergipe tem aumentado nos últimos anos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES). No Estado, em torno de 3.500 sergipanos têm efetivamente buscado uma qualidade de vida. Essa, para o médico Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids, é uma das vitórias das ações que tem se refletido em todo o país. Durante o Carnaval as iniciativas para prevenção e diagnóstico da doença se intensificam.

“É um percentual bom. O Brasil está sendo um dos primeiros países a ter mais de 90% de população em tratamento. Aqui no estado quando nós fazemos os testes já encaminhamos ao tratamento”, conta. No Brasil, de acordo com dados divulgados pela secretaria, em 2016, 81 mil pessoas começaram a tomar os antirretrovirais, um aumento de 13% em relação a 2014. Com o aumento da adesão aos medicamentos, o país já atinge meta de supressão viral.

No entanto, os casos notificados também aumentaram. No estado, há um total de 4.693 casos notificados desde 1987, sendo 360 só no ano passado. Dos casos, 4.451 são residentes em Sergipe e 133 são pacientes de fora atendidos no estado. O total de óbitos é de 1.284 pacientes, sendo 22 crianças de 109 casos notificados. Sergipe está com a média de três casos novos de Aids por dia e a faixa etária mais atingida vai dos 20 aos 39 anos.

Apesar das diversas campanhas para prevenção e tratamento, para o médico os altos índices no estado é por conta das facilidades do tratamento que surgiram ao longo dos anos, por isso a população tem relaxado mais. “Devido a bons resultados, hoje tem medicação 3 em 1, ou seja, toma um por dia – eu fui da época que tomava 30 comprimidos no dia – as pessoas estão tendo relaxamento na prevenção”.

Além disso, as pesquisas nacionais mostram que em torno de 50% dos jovens, entre 15 e 17 anos, não estão usando camisinha na relação ocasional, que é o tipo que pode acontecer no carnaval, como conta o especialista. “No estado temos uma faixa de 70 jovens infectados, incluindo os que já nasceram com o vírus”, ressalta.

Aracaju tem o maior número de casos notificados com 2.068, em seguida Nossa Senhora do Socorro com 427, depois Itabaiana com 222. Os demais são Estância (179), São Cristóvão (151), Lagarto (141), Propriá (134), Barra dos Coqueiros (73), Boquim e Campo do Brito são os últimos com 61 casos.

Apesar de Campo do Brito ser um dos que tem menor número de casos, o médico aponta que a situação do município é a mais preocupante se comparado à proporção de habitantes. “Sendo também que em São Cristóvão é difícil trabalhar a questão de prevenção por causa da falta de estrutura e em Socorro também”, resume.

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