Transporte coletivo de Aracaju pode parar na próxima semana
Empresas propuseram aumento de 10% em 2 vezes; rodoviários não aceitam Cotidiano 04/04/2012 17h17Por Márcio Rocha
Os rodoviários trabalhadores do transporte urbano de Aracaju entrarão em greve no próximo dia 10, sem previsão de retorno. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sinttra), Miguel Belarmino, a categoria está com salários defasados há vários anos e pleiteia um aumento real de 10% retroativo ao mês de março, além de 20% de aumento no valor do ticket alimentação.
De acordo com o sindicalista, as empresas de transporte público alegam não poder dar aumento à categoria neste ano, devido à Prefeitura de Aracaju não ter dado reajuste no valor da tarifa do transporte público. A consequência direta é sofrida pelos trabalhadores, que não poderão ter reajuste salarial, segundo análise de Miguel, sobre a justificativa das empresas.
“A greve está marcada para o dia 10, pois queremos das empresas de transporte uma resposta sobre nossas reivindicações. A categoria decidiu em duas assembleias gerais, pela greve, já que nossos pleitos não serão atendidos”, disse o presidente.
Segundo Miguel Belarmino, os salários da categoria estão defasados há quase dez anos, o que prejudica a condição de sobrevivência dos rodoviários. Atualmente os salários são de R$ 1.185 para motoristas e R$ 660 para cobradores. Os tickets somam o valor de R$ 250 mensais para ambas as classes.
As negociações com os empresários do setor estão sem nenhum avanço. De acordo com Miguel, as empresas argumentam que a redução na cobrança do Imposto Sobre Serviços da Prefeitura de Aracaju não sustenta o aumento da folha de pagamento dos rodoviários.
“Eu sei é que a categoria está com salários inadequados há vários anos, que o atual salário não permite o rodoviário sustentar sua família e isso é o que não pode continuar. Os rodoviários merecem ser tratados com respeito e ter salários dignos para exercer sua profissão”, destacou Miguel Belarmino.
As empresas
O empresário Adierson Monteiro, representante das empresas de transporte público, afirmou que o percentual de 10% foi proposto pela classe patronal e que não deseja impasses com a categoria, pois são os parceiros que fazem as empresas funcionarem. Destacou que a atitude do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, foi política, em não dar o aumento da tarifa do transporte público. Adierson diz que, se de fato ocorrer, a greve será um movimento político.
“Não queremos problemas com nossos parceiros, os rodoviários são nossos parceiros. Estudamos o aumento de acordo com a reposição da inflação, que foi de 5.45% e propusemos 10% de aumento para a categoria. Não há má vontade com o colaborador. Temos compromisso com nossos trabalhadores. Temos respeito por eles. Mesmo com a atitude do prefeito em não dar reajuste na tarifa, mas encontramos os meios de beneficiar os nossos colaboradores. Se a greve acontecer, terá um viés político, não como manifestação de profissionais.”
Além dos 10% sobre o salário, divididos em duas vezes, os empresários do setor também propuseram aumento de 12% sobre os tickets refeição e 10% sobre o plano de saúde dos trabalhadores rodoviários. O aumento seria dado em duas parcelas, sendo uma retroativa ao mês de março e a segunda parte concedida em setembro.
Se persistir o impasse, a decisão dos rodoviários é pela greve.

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