Transplante de córnea aumenta em 20% em Sergipe
Cotidiano 29/09/2016 18h59 - Atualizado em 29/09/2016 20h06

O Setembro Verde, mês dedicado ao incentivo à doação de órgãos e tecidos, está chegando ao fim com um balanço positivo: no período, Sergipe registrou um aumento de 20% nas doações de córnea. O número ainda não é o ideal – segundo dados da Central de Transplantes do Estado, há 185 pessoas na lista de espera para o procedimento –, mas mostra que a sociedade entendeu a o recado dado durante as ações da campanha, demonstrando mais interesse sobre o assunto.

“Doar não é somente um ato de amor, mas de cidadania. Além disso, do mesmo jeito que qualquer pessoa pode ser doadora, qualquer um pode precisar de um órgão. Por isso a importância dessa conscientização”, ressalta o diretor da Central de Transplantes, Benito Fernandez. No caso das córneas, por exemplo, em média, um paciente aguarda nove meses para conseguir o procedimento.

“Um tempo muito grande quando se leva em conta que a todo o momento acontece um óbito em um hospital ou um corpo dá entrada no IML (Instituto Médico Legal). Pessoas que poderiam ser doadoras e, com um simples ato, mudar a vida de quem aguarda, ansiosamente, pelo órgão”, complementa. Para Benito, a sociedade precisa ser mais instrumentalizada para optar pela doação de órgãos e tecidos.

“Não há outra forma, além de ser muito simples: manter os parentes avisados sobre a vontade de doar”, resumi.

Além do transplante de córnea, Sergipe, através do Hospital do Coração, também já está habilitado a realizar o cardíaco. A expectativa agora é que, ainda no primeiro trimestre de 2017, o mesmo aconteça com o Hospital Universitário (HU),  se tornando referência para o transplante renal, que é a maior demanda.

Ações do mês

A programação do mês de setembro foi iniciada no dia 12, com uma missa, na Igreja do Santo Antônio, em homenagem aos doadores. O local também foi iluminado com a cor verde, em alusão a campanha, assim como outros prédios públicos e privados de Sergipe (a Secretaria de Estado da Saúde, a Assembleia Legislativa, a Reitoria da Universidade Tiradentes e o Conselho Regional de Enfermagem).

A campanha também foi levada à Câmara de Vereadores de Aracaju, com o intuito de solicitar o apoio dos parlamentares em alguns projetos de incentivo à doação. “No último sábado, dia 24, ocorreu no Huse (Hospital de Urgências de Sergipe) a I Jornada de Doação de Órgãos e Transplantes de Sergipe, com uma excelente participação dos profissionais de saúde. O objetivo foi sensibilizá-los quando a importância da participação deles no processo”, informa Benito Fernandez.

Foi discutido o diagnóstico de morte encefálica, o papel do enfermeiro, inclusive na  sensibilização dos parentes, a manutenção do potencial doador (manter os órgãos viáveis para o transplante), a entrevista familiar, além dos transplantes de fígado, rins, coração e medula óssea. A campanha esteve, ainda, na Faculdade de Sergipe (Fase) e na Universidade Tiradentes, com exposição de estandes e realização de palestras educativas para os alunos.

“Nas duas oportunidades, conversamos sobre como é o processo de doação e a morte encefálica, pois são dois pontos que ainda causam muitas dúvidas. A grande maioria das pessoas ainda carrega a cultura de que a morte está ligada a parada do coração, mas não é somente assim. Precisamos passar a segurança do processo para conscientizar possíveis futuros doadores”, enfatiza. A campanha retornará a Unit nesta sexta-feira (30).

Parceiros

Benito Fernandez destaca o envolvimento de alguns parceiros durante o mês de ações. “A Associação dos Renais Crônicos, por exemplo, foram grandes apoiadores. Inclusive, realizando uma panfletagem na terça-feira (27), Dia Nacional de Doação de Órgãos. Eles mais do que ninguém sabem da importância de difundir essa informação e atrair novos doadores de órgãos”, ressalva o diretor, lembrando, também, da contribuição da imprensa, que abraçou e deu espaço para a causa.

Durante todo o ano, a Central de Transplantes realiza projetos educativos em escolas, igrejas, associações de bairros e outras entidades, basta entrar em contato pelo telefone 3259-3491.  

“Essa é uma corrente que não pode durar um mês. Precisa continuar, pois sempre vai haver quem precisa de um órgão e quem pode doar, salvando uma vida”, declara.

Fonte: SES

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