Tragédia em família: policial civil se suicida após matar filho
Família diz que policial estava em depressão há um mês
Cotidiano 21/09/2012 07h46

Por Marcio Rocha

No final da tarde da última quinta-feira (20), no povoado Areia Branca, Zona de Expansão de Aracaju, o policial civil Paulo Costa Sobrinho, de 57 anos, chamou o filho mais velho, o estudante de engenharia Alexandre Chagas Costa, de 25 anos, para conversar. Os dois saíram de casa e instantes depois foram ouvidos dois disparos de pistola calibre 40, após alguns gritos.

Os familiares do policial informaram à reportagem F5 News que Paulo Costa atravessava um momento difícil, apresentando quadro de depressão há cerca de 30 dias. O policial estava preocupado com problemas financeiros e dívidas. Segundo informação de seu irmão, o funcionário público Francisco Costa, Paulinho, como era conhecido, estava com medo de perder a casa onde morava com a família.

Após perceberem que Paulinho havia saído com o filho, instantes depois de voltar do trabalho, os irmãos e a esposa do policial foram até o quarto e encontraram duas cartas-despedida, uma direcionada para a esposa e outra para Marta, sua irmã. Perceberam também a ausência da pistola e saíram em busca de Paulo e seu filho Alexandre. Quando estavam saindo da casa, ouviram um disparo, em sequência outro estampido.

Paulo Costa atirou contra o filho, atingindo-lhe na nuca. A bala atravessou a cabeça de Alexandre e saiu pelo lado direito de seu nariz. Em seguida, Paulinho atirou contra a própria cabeça. Paulo morreu instantaneamente, Alexandre foi socorrido, mas não resistiu ao grave ferimento, morrendo minutos depois.

Ambos foram encontrados nas proximidades da residência. O socorro médico foi chamado, mas era tarde demais. Ao saber do acontecimento, uma das filhas de Paulo entrou em estado de choque. Ana Paula foi socorrida e está hospitalizada.

Segundo amigos e familiares,Paulinho era uma pessoa de bom trato e dotado de muito bom humor e grandeza de espírito, era um homem preocupado com a família e pai de três filhos. Alexandre, de 25 anos, Ana Paula, de 22 e uma criança de um ano e meio. Estava casado pela segunda vez e em vias de se aposentar no final deste ano. Alexandre Chagas tinha 25 anos e era estudante concludente do curso de Engenharia Elétrica.

Os corpos de pai e filho estão sendo velados em um velatório da rua Itaporanga, no Centro de Aracaju e serão sepultados às 16 horas no cemitério São João Batista.

 

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