Trabalhadores protestam contra demissões na Petrobras em Aracaju
Cotidiano 08/02/2017 07h11 - Atualizado em 08/02/2017 11h13Por F5 News
Desempregados e funcionários que prestam serviço à Petrobras voltaram a protestar, dessa vez o ato ocorre desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira (8) na sede da estatal, localizada na Rua Acre, bairro Ponto Novo, zona Oeste da capital.
Os trabalhadores discordam da diminuição do efetivo nos contratos da Petrobras com empresas que prestam serviços na área de montagem e manutenção individual. “A partir do momento em que a Petrobras pega um canteiro de obras que tem 250 trabalhadores e dispensa 30% ou 40%, prejudica quem continua trabalhando”, afirma o funcionário André Santana, presidente do sindicato da categoria, Sindimont/SE.
Segundo o sindicato, nos últimos dois anos cerca de quatro mil demissões ocorreram no estado e há também uma priorização da mão de obra dos estados em que as empresas são sediadas. “As empresas já chegam com o quadro de funcionários quase todo completo. Com isso, o pessoal local não tem oportunidade de trabalhar na sua própria cidade. Até agora, uma média de 800 a 900 pessoas, ou mais, ficaram desempregadas”, diz Santana.
Durante a manifestação, dois sindicalistas ficaram feridos após terem sido atropelados por um suposto funcionário da Petrobras no momento em que tentava entrar na sede da empresa com uma caminhonete, conforme denúncia do Sindimont. Após o tumulto, os manifestantes decidiram bloquear o trânsito nos dois sentidos da via e um ônibus do transporte coletivo foi atingido por uma pedrada quando tentou fazer uma mabobra para desviar do protesto pela contramão.Em nota, a Petrobras afirma que a responsabilidade pela seleção dos profissionais que atuam nos contratos para prestação de serviços é responsabilidade das empresas contratadas. “A companhia reitera que todos os seus contratos de serviços estão em conformidade com a legislação vigente. A pauta de tais manifestações traz reivindicações que ultrapassam as atribuições da Petrobras”.
Ainda de acordo com o documento, a estatal permanece “aberta ao diálogo e reitera seu compromisso com uma atuação responsável e sustentável em todas as regiões onde está presente”.
A Petrobras ainda não se manifestou sobre a denúncia de agressão por parte de um suposto funcionário.
Fotos: cedida pelo Sindimont/SE

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