Trabalhadores da Petrobras estão em estado de greve em Sergipe
Atividades não chegaram a ser suspensas durante paralisação nacional
Cotidiano 27/12/2016 11h31 - Atualizado em 27/12/2016 14h29

Por Fernanda Araujo

Os trabalhadores da Petrobras retornaram da paralisação nacional nesta segunda-feira (26). A maioria das refinarias do país, como em São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus haviam paralisado os serviços às 0h da última sexta-feira (23).

Em Sergipe, os serviços não chegaram a ser paralisados. No estado, a categoria ainda está em estado de greve, aguardando algumas definições da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP). “Vamos aguardar novos encaminhamentos para ver se a gente acompanha o quadro nacional”, afirma o diretor do sindicato (Sindipetro SE/AL), Stoessel Nunes, o Toeta.

No próximo dia 29, a FNP fará uma reunião com os trabalhadores e dia 4 de janeiro a FUP realizará um conselho deliberativo para definir se retomam a paralisação. Segundo Nunes, a Petrobras solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que faça intermediação das negociações com a categoria, mas ainda não tem data marcada para a audiência.

“Com a Petrobras a última reunião foi dia 8 de dezembro, eles mandaram a quarta proposta, a categoria não aceitou e de lá pra cá não está tendo contato com a Petrobras. A empresa suspendeu a negociação”, afirma o diretor.

A proposta da estatal é chamada pelos trabalhadores como ‘proposta Casas Bahia’. Conforme os petroleiros, a empresa continua retirando alguns direitos e quer dar reajuste salarial abaixo do índice da inflação. Do índice salarial, a empresa ofereceu 6% na data base (1º de setembro) e 2.8% em fevereiro, mas sem retroativo. Mas, a categoria pede maior índice de 10%, mais 5% de ganho real.

“Ao mesmo tempo em que eles fazem essa proposta parcelada, o aumento que dão para o desconto de plano de saúde aos trabalhadores, assistência, já é o total. Mês de setembro já dão aumento de 8.9%. Parcelam o salário e aumentam o plano”, critica Toeta.

Em nota, a Petrobras defende que sua proposta de reajuste salarial é justa diante das atuais restrições financeiras da companhia e tem "avanços que buscaram atender às demandas apresentadas pelos sindicatos". 

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