Todos por Cauê: criança com Síndrome de Crouzon precisa de cirurgia
Família realiza campanha tentando arrecadar mais de R$ 200 mil
Cotidiano 18/06/2016 08h30

Por Fernanda Araujo

Com apenas um ano e quatro meses, Cauê Cardoso Oliveira já enfrenta uma situação complicada de saúde. Depois de uma série de exames no oftalmologista e de tomografias, o menino foi diagnosticado com Craniossinostose, que caracteriza a Síndrome de Crouzon, uma doença rara que compromete o desenvolvimento do esqueleto crânio-facial, perceptível principalmente nos olhos, podendo causar perda da visão.

Na primeira luxação nos olhos, a primeira suspeita médica foi certeira. Após passar por especialistas neuro pediatra e geneticista a família soube que Cauê precisaria, com urgência, de duas cirurgias: no crânio e na face. “A face dele não está desenvolvendo, teve fechamento de crânio, com isso tem muita dificuldade de se alimentar e de respirar, ele se engasga muito. E o médico disse que é muito perigosa essa parte de respiração”, explica Liliane Cardoso, mãe do menino.

O problema é que as cirurgias custam caro e, segundo Liliane, a família não tem condições financeiras. “O valor do hospital e de um médico é mais de R$ 150 mil, ainda falta do outro médico que é um cirurgião plástico, que é a parte hospitalar. Fica mais ou menos em mais de 200 mil reais”, conta Liliane, que saiu do emprego justamente para cuidar do filho.

“Eu tive que sair do emprego, recentemente, não posso deixar ele com qualquer pessoa, também tenho outro filho de cinco anos, então quando ele vê o irmãozinho chorando ele fica impressionado com o que vê. Recentemente meu esposo perdeu o emprego, a gente perdeu plano de saúde, estamos numa situação muito complicada porque tudo tem que fazer no particular”, lamenta.

Por conta disso, a família entrou com ação na Justiça para que o Estado possa custear o valor das cirurgias. Mas o caso pode demorar a ser julgado por seis meses ou até um ano e Cauê não pode esperar.  Nas redes sociais a campanha “Todos por Cauê” tem mobilizado algumas pessoas que já começaram a ajudar realizando eventos com sorteios e rifas, para tentar arrecadar o valor necessário para os procedimentos cirúrgicos.

“Toda ajuda é válida, qualquer valor. O importante é a gente juntar. O quanto mais rápido a gente arrecadar, mais rápida a operação dele”, pede Liliane. De acordo com o médico que acompanha o caso, se as cirurgias não forem feitas o quanto antes a visão de Cauê pode ser comprometida e, consequentemente, causar problemas neurológicos e locomotores.

Qualquer valor pode ser depositado para uma dessas contas: Banco do Brasil, Agência 1603-9, Conta corrente 14.574-2. Ou no Banese, Agência 061, Conta corrente 01002491-5. Favorecida: Liliane Cardoso B. S. Oliveira (mãe do Cauê).

Foto: divulgação

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