Tiros contra ambulância "foi uma fatalidade, um caso isolado"
Juízo é do superintendente do Samu. "Violência que vivemos", diz
Cotidiano 15/05/2015 15h42

Por Aline Aragão

“Foi uma fatalidade, um caso isolado, que pode ser atribuído à violência que vivemos”, disse a superintendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sergipe, Conceição Mendonça, sobre o disparo que atingiu uma ambulância na noite dessa quinta-feira (14).

Segundo a superintendente, a Unidade de Suporte Básico (USB) saiu para fazer o atendimento a um paciente com quadro clínico na Avenida Santa Gleide, zona Norte de Aracaju, por volta das 19h. E no caminho da Unidade de Urgência Nestor Piva, a ambulância foi atingida por um disparo de arma de fogo, que atravessou a lataria e se alojou na maca. A técnica em enfermagem, que acompanhava o paciente e a esposa dele, caiu e machucou a perna. Mas apesar do susto todos passam bem.

“A ambulância estava em um semáforo na Avenida Maranhão, zona Norte de Aracaju, já distante do local onde o paciente foi socorrido, quando houve o tiroteio. Foram ouvidos quatro disparos, um atingiu a nossa unidade. No momento não fizemos a ligação de um caso com outro, mas depois analisando a situação, ficamos com uma dúvida”, disse Conceição.

De acordo com a equipe que fez o atendimento, ao chegar ao local, o paciente não apresentava o quadro informado pela esposa; todos os testes foram feitos e comprovaram que aparentemente ele estava bem, mesmo assim, eles insistiam em ir para o hospital, o que fez a equipe estranhar a situação. “O que nos foi passado é que o paciente de 27 anos, hipertenso e diabético estava desmaiado, chegando lá não tinha nada disso. Todos têm direito a atendimento e o Samu fez o seu papel”, explicou Mendonça.

Na manhã desta sexta-feira, a superintendente forneceu a polícia à ficha médica do paciente para que fosse anexada ao boletim de ocorrência. “Continuo pensando que foi uma fatalidade, mas faço questão de acompanhar de perto as investigações para saber o que realmente aconteceu”, afirmou.

À frente do Samu há três meses, Conceição Mendonça diz que preza pela segurança dos profissionais “é o nosso maior bem”, e que em situações de risco - como ferimentos por arma de fogo ou faca, em que o agressor possa estar na cena - à unidade de urgência só é enviada quando a polícia militar já está presente. “Não podemos por em risco a vida da nossa equipe, por isso, estamos conversamos com a Secretaria de Segurança para fortalecer ainda mais essa parceria e garantir a segurança dos que fazem o Samu”, disse.

 

 

Foto: Arquivo F5News

 

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