Tio de foragido da DAGV acusa ex-mulher e família de mentir
“Ela mandou matar o meu sobrinho porque sabe que ele é inocente” Cotidiano 13/12/2014 11h16Por Fernanda Araujo
Na semana passada F5News publicou uma matéria sobre o caso da ex-mulher de um dos foragidos da DAVG do Fernando Collor, que teme pela vida de sua filha, pois segunda a mãe, a criança teria sido abusada sexualmente pelo pai (o fugitivo) quando ela tinha dois anos. O homem foi condenado pelo crime e estava preso até o último dia 16, quando fugiu. A família de Almers Lenon Santos Calazans (foto), 26 anos, resolveu se pronunciar sobre o caso e procurou F5News alegando que as informações passadas pela ex-mulher são falsas. A seguir você confere a entrevista com o tio do acusado e padrinho da menina:
O senhor Serafim Augusto Neto, que não se negou a ser identificado, afirma que a ex-mulher e a família são mentirosos, dissimulados e péssimos atores. Primeiro ele conta que os dois namoraram desde a adolescência, mas a família dela nunca concordou com a união. O processo começou, segundo o tio, quando a então esposa começou a traí-lo, o que motivou a separação. Almers a teria encontrado na própria casa com outro homem. “Não fez nada contra ela. Meu sobrinho pegou o cara e bateu nele, quando ela foi pra cima dele, ele a empurrou. Só aconteceu isso. Ela criou um monte de processo sem fundamento, acusou ele de agressão física”, afirma.
Por conta da separação, o tio revela que, junto com a ex-mulher, a avó da mãe da criança foi à sua casa, onde Almers também morava, para “comprar” a guarda da criança, na época de dois anos em 2008. “A avó só tinha nos conhecido no dia do batismo da menina e quando estavam separados. Estiveram na minha casa, ofereceram dinheiro, curso em uma universidade particular. Eu não participei da conversa, fiquei no quarto com minha esposa ouvindo tudo, mas disse a ele (sobrinho) que se ela quisesse a guarda provisória, deixasse, mas quando terminasse os estudos e arranjasse trabalho pegaria a criança de volta porque filho não se vende. Ela (a avó) disse que não ia deixar a menina no meio de pessoas negras e mal educadas. Que era aposentada do Tribunal de Contas e ganhava mais de 20 mil reais. Daí então, como ele não aceitou a avó e ela prometeu de todas as formas que iriam destruir a vida dele de qualquer jeito”, lembra.
A partir daí, Almers teve que enfrentar uma série de processos, como de pensão, agressões físicas e o final, estupro. “Abriram inquérito policial, de tudo ele foi inocentado. Mas, pelo tráfico de influência, os promotores reabriram o caso e deram sequência”. Segundo a mãe da criança, o crime foi descoberto quando a menina relatou o fato a uma professora na escola. Mas, para o tio do acusado ele é inocente, e acusa a mãe da menina, sua irmã, diretora da escola, professora, e, principalmente, a avó de terem inventado o crime.
“Ele é um super pai, todo mundo conhece ele. Foram elas que armaram tudo para poder condenar meu sobrinho. Criaram uma história. Pelo fato da gente ser humilde, da gente nunca acreditar que essa história iria a lugar nenhum, porque foi apenas suposição. Queira ou não queira, houve tráfico de influência porque ela tem uma tia que é juíza, tem irmã advogada que iniciou esse processo. Tudo surgiu por aí. Uma pessoa em sã consciência não condenaria ninguém em cima de nada, nem dos depoimentos delas, que são contraditórios. O fato quando ela (a ex-mulher) narrou que tinha acontecido esse crime, que aparece no processo, foi na minha casa”, explica.
Com base nos áudios da narrativa do processo que Serafim diz ter em mãos e de uma conversa gravada entre o sobrinho e a irmã da ex-mulher, juntado ao processo, o tio conta que esta o alerta de uma armação contra o sobrinho. “Não contou totalmente os detalhes do que estava acontecendo. Disse: olhe eu a peguei (a ex-mulher) conversando com a criança que se fosse perguntado com quem ela queria ficar, era para ficar com a mãe. Induzindo a criança a ficar contra o pai. A irmã dela disse que ia testemunhar a favor do meu sobrinho, eram amigos, e no julgamento foi contrário. Disse que a menina chegou a casa dela com uma frauda e com uma marca de sola de sapato que meu sobrinho tinha dado na menina. Não tem lógica reconhecer um sapato de homem”, comenta.
E continua – Ela (a ex) é tão mentirosa que disse a vocês que a menina está traumatizada, que se lembra, mas no próprio depoimento dela e da família, quando aconteceu o julgamento – isso a criança tinha cinco anos – alega que não lembrava mais de nada, não falava mais no caso. Ela é muito dissimulada, mentirosa, ela e a família toda.
Ainda segundo Serafim, Almers fugiu por medo de ser assassinado dentro do presídio e que a ex-mulher mandou matá-lo. “Quando ele estava na delegacia, ela contratou um traficante e colocou lá dentro para tirar a vida do meu sobrinho. O rapaz quando chegou lá, viu que era um cidadão de bem e disse: olha eu sou traficante, não sou assassino, e essa mulher me procurou para dar cabo da sua vida e que se ele fosse para o presídio ia ser morto. O interesse da avó é a guarda da criança e o dela é receber pensão, que supostamente as mulheres dos presos tem direito. Recentemente, ela entrou com outra petição no juizado especial alegando que minha mãe tinha se recusado a passar a documentação de meu sobrinho para ela, para ela dar entrada nessa pensão. Inclusive, minha mãe foi chamada pelo juizado para prestar esclarecimentos”.
Serafim relata que família foi privada de ter acesso à criança. “Ele teve a vida destruída, minha mãe está doente, eu estou doente há cinco meses sem trabalhar por causa disso. Ela não entra em contato com a gente, mas quando ele estava preso não saia da delegacia, todo o dia estava lá para infernizar a vida dele. A gente está procurando a defesa, não vamos descansar, vamos pedir a revisão do processo”. Processo: 201021300080
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Foto: arquivo pessoal da ex-mulher
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