Termina prazo para Setransp informar ao MP sobre continuidade do Atende
Cotidiano 24/02/2014 14h00

Por Fernanda Araujo

Hoje (24) termina o prazo para que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) se posicione em relação ao Atende [vans adaptadas para cadeirantes em tratamento], que será suspenso amanhã (25), segundo o órgão. O serviço será interrompido temporariamente, segundo o Setransp, por não haver condições de mantê-lo sem recursos disponíveis.

A informação é que as três vans possuem em média 8,5 anos de uso e se encontram em precário estado de conservação, com defeitos que requerem custo alto para conserto e posterior manutenção. O serviço social gratuito é custeado, totalmente, pelas empresas de ônibus filiadas ao sindicato desde junho de 2006, mas sua continuidade, conforme o Setransp,  tornou-se inviável, bem como a substituição por novos veículos.

Na última quinta-feira (20) o Setransp, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), SMTT, representantes de conselhos em defesa dos deficientes, alguns pais e mães participaram de uma audiência na Promotoria Especializada na Defesa dos Idosos e das Pessoas com Deficiência do Ministério Público de Sergipe. A promotora Berenice Andrade de Melo sugeriu a continuidade do serviço por intermédio de dois microônibus adaptados, temporariamente.

Na audiência foi decidido que o sindicato deve apresentar até hoje um relatório técnico sobre a situação mecânica das vans e informar a possível continuidade com os microônibus, caso as três vans não apresentem condições de circular e a Secretaria de Saúde de Aracaju possa absorver a demanda, já que também oferece esse tipo de serviço - o Transporte Social, que atende cerca de 1.100 pacientes com nove vans não adaptadas, cinco ambulâncias e um ônibus adaptado.

Já a Secretaria Municipal de Saúde deve definir as ações que contemplem a demanda e apresentar, até a próxima sexta-feira (28), a solução do caso.

F5 News entrou em contato com a assessora de comunicação do Setransp, Alessandra Franco, para saber se alguma solução foi encontrada e se é possível a disponibilidade dos microônibus. Ela disse ainda não ter informações a respeito, que iria verificar e retornaria com a resposta, o que não ocorreu até o fechamento da matéria.

Para Elenira Dias dos Santos, mãe do usuário José Lucas, de 9 anos, que sofre de paralisia cerebral e desde os 11 meses faz fisioterapia, se os microônibus forem disponibilizados vão ajudar na continuidade do tratamento do filho, apesar de acreditar ter mais dificuldade.

“Usava o Atende desde 2007. O microônibus não é adaptado como as vans, vou ter que toda vez tirá-lo da cadeira de rodas e colocar no colo. Só vai ter espaço para uma cadeira de rodas. Já tem quase três semanas que as vans não estão rodando. Meu filho já tem duas semanas que não faz o tratamento e isso retrocede todo o desenvolvimento dele, já que o tratamento deve ser contínuo”, diz.

Foto: Setransp

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