Técnicos iniciam greve bloqueando acesso à UFS em São Cristóvão
Trânsito é complicado na região. Professores também vão paralisar
Cotidiano 28/05/2015 08h25

Da Redação

O fluxo do trânsito é complicado nas imediações do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (28). O motivo é o início da greve dos servidores Técnico-administrativos em educação da instituição que deflagaram uma greve por tempo indeterminado a partir de hoje. Eles realizam um ato na porta do campus e bloqueiam a entrada de veículos.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs), a categoria desaprova as medidas do Governo Federal de cortes de $9 bilhões da educação e $11 bilhões da saúde, além do ajuste fiscal  proposto pelo governo Dilma(PT); bem como a privatização da saúde e educação, inicialmente revogando a EBSERH e outros programas privatizantes dentro e fora das universidades.

Os técnicos também cobram a valorização dos servidores públicos federais- Reposição salarial de 27,3% (sendo que apenas 2% são de ganho real), além da pauta local que pede a implantação do plano de 30 horas ininterruptas e demandas específicas de cada campus e categorias. Os técnico-administrativos pretendam fazer uma caminhada.

Professores parados

Os docentes nas instituições federais de ensino superior do país também entram em greve a partir desta quinta, por tempo indeterminado. Em assembleia realizada na última segunda-feira (25), a Associação dos Docentes da UFS (ADUFS) decidiu aderir a paralisação nacional. Os professores sergipanos realizam um café da manhã em frente à entrada de carros da UFS.

Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior , Paulo Rizzo, a crise das universidades está mais profunda. As negociações com o Ministério da Educação (MEC) não tiveram solução e a categoria alega que a greve foi a saída para pressionar o governo a ampliar os investimentos na educação. A diretoria do sindicato reuniu-se com representantes do MEC na última sexta-feira (22), mas não houve acordos entre as partes.

UFS

Em nota, a Universidade Federal de Sergipe esclareceu que "reconhece o direito de greve dos servidores ao tempo em que acredita no diálogo como forma de avançar na qualidade da educação pública, que é o compromisso maior da instituição. Dessa forma, a gestão da UFS não se furtará de discutir e deliberar sobre a pauta local de reivindicações dos servidores, já que este tem sido o posicionamento desta administração desde o início do seu mandato. No entanto, há reivindicações da categoria que são demandas nacionais e serão negociadas pelo Poder Executivo Federal."

Foto: Laís de Melo/ Cedida para F5 News

*Com informações da Agência Brasil

*Matéria Atualizada às 9h54 para acréscimo da nota da UFS

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