Técnicos administrativos da UFS paralisam atividades
Ato é contra PL 257 e PEC 241 do Governo Federal
Cotidiano 11/08/2016 08h53

Da Redação

Os técnicos administrativos da Universidade Federal de Sergipe, campus São Cristóvão, paralisam as atividades na manhã desta quinta-feira (11), e realizam um ato em frente à entrada de veículos do campus.

O ato é contra a PL 257/16 e PEC 241/16, do Governo Federal. Segundo a categoria, os projetos se somam à Reforma da Previdência para compôr um pacote de medidas danosas as direitos de toda a classe trabalhadora usuária ou não dos serviços públicos no Brasil.

"Estamos paralisando para causar uma pressão maior no governo federal que está para aprovar tanto o PL 257 quanto a PEC 241, que são projetos de lei que vêm para acabar com os direitos dos servidores públicos de uma forma geral", afirma o diretor do Sindicato dos trabalhos da UFS (Sintufs), Gileno Ferreira.

Os técnicos administrativos estão realizando uma panfletagem na entrada da portaria da UFS. Começa agora ainda um debate no hall da Reitoria para abrir uma discussão sobre os projetos.

Com a paralisação, segundo o Sintufs, todos os serviços técnicos administrativos dentro da UFS estão interrompidos, dentre eles, secretarias de departamentos, técnicos de laboratório, assistente estudantil.

A mobilização foi convocada pela FASUBRA. A paralisação marca o início do Estado de Mobilização da categoria, que pode entrar em greve, caso os projetos, em tramitação no Congresso Nacional, sejam aprovados.

Segundo o Sintufs, se aprovados, haverá o fim de concursos públicos; Congelamento de salários; Desmonte do serviço público e a alteração em 38 itens da Lei de Responsabilidade Fiscal, em prejuízo dos entes federativos; Reforma da Previdência Social com a retirada de direitos; Demissão voluntária de servidores; Fim da regra de valorização do salário mínimo;Proibição de novas contratações (exceto substituição, geralmente feita de forma precarizada, via terceirização);Proibição de reajuste salarial durante 24 meses; Possibilidade de PDV (Programa de Demissão Voluntária) como forma de redução do quadro de servidores; Redução em 10% da despesa mensal dos cargos de livre provimento e nomeação; Inviabilização da execução do Plano Nacional de Educação. Precarização do trabalho e das relações de trabalho; Não serão respeitados direitos como 13º salário, 1/3 de férias, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, além de salários inferiores aos dos servidores efetivo.

Repúdio

Também foi aprovado em assembléia que será publicada nos veículos de comunicação do SINTUFS uma Moção de Repúdio contra o assédio moral e tratamento desrespeitoso que, segundo a diretoria, os servidores da UFS lotados no HU (Campus da Saúde) estão sofrendo por parte da gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Com informações do Sintufs/SE

Foto: F5 News

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