TCE volta a bloquear contas da Prefeitura de Aracaju
Cotidiano 15/12/2016 09h41 - Atualizado em 15/12/2016 12h29

Por Fernanda Araujo

O Tribunal de Contas do Estado voltou a bloquear as contas da Prefeitura de Aracaju. Os conselheiros decidiram pelo bloqueio, na manhã desta quinta-feira (15), até que seja efetuado o pagamento dos salários de novembro e décimo terceiro dos servidores ativos e inativos da capital.

Os servidores municipais da Saúde, médicos, assistentes sociais e enfermeiros, estiveram no TCE e protestaram pedindo o bloqueio das contas da Prefeitura a fim de regularizar a situação salarial. Os trabalhadores ainda não têm previsão de pagamento do salário de novembro, dezembro e nem mesmo do 13º.

Com o bloqueio, a PMA deve realizar o pagamento. "Infelizmente dezembro não entrou na conta, mas já minimiza nosso prejuízo", afirma Ygor da Silva Machado, da diretoria do Sindicato dos Assistentes Sociais (Sindasse).

Até a última segunda-feira, dia 12, a PMA realizou o pagamento referente ao mês de novembro dos estatutários da Segov, PGM, Controladoria, Secom, Emsurb, Semfas, Fazenda, Seapri, Semict, Sema, Seminfra, Semdec, GMA, Seplog, Sejesp, Contratos temporários (Saúde, Educação, Semfas), Conselho Tutelar e Estagiários. Foi pago ainda no dia 5, aos servidores da Educação, do Fundeb.

Na terça, 13, foi efetuado o pagamento dos aposentados da Administração Geral, SMTT e CMA, além dos servidores ativos da Educação (MDE).

Outros pagamentos ainda não foram anunciados e os servidores seguem sem nenhuma novidade. A assessoria da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplog) afirmou ao F5 News que ainda aguarda novos anúncios de pagamento. A Prefeitura chegou a divulgar o calendário, no entanto, segundo o conselheiro Ulisses Andrade a data não foi cumprida.

No ato, o Sindasse realizou ainda uma arrecadação de alimentos para ser entregue a colegas que estão passando por dificuldades financeiras.

“Os servidores estão passando por dificuldade, principalmente quem recebe salário mínimo. São três meses sem receber vale transporte, salário, com contas atrasadas, água e luz cortadas. A situação é muito crítica, viemos apelar mais uma vez aos conselheiros, principalmente a Ulices Andrade para o bloqueio das contas, o TCE é a única opção. Algumas categorias receberam, menos a Saúde, por isso continuamos paralisados”, ressalta Ygor Machado.

Fotos: cedidas pelo Sindasse e Sindimed

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