TCE se compromete a fazer auditoria em setores da Educação
Cotidiano 23/09/2014 11h01Por Elisângela Valença
Servidores municipais de 15 municípios sergipanos paralisaram as atividades no dia de hoje (23) e se concentraram à porta do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE) em Aracaju. Foram eles: São Cristóvão, Umbauba, Campo do Brito, Porto da Folha, Graccho Cardoso, Pacatuba, Cristinápolis, Neópolis, Aquidabã, Propriá, Ilha das Flores, Pedrinhas, Gararu, Boquim e Riachão do Dantas. O motivo é a cobrança de direitos trabalhistas desrespeitados pelos gestores. Outros dez municípios também vivem a mesma realidade.
Segundo Itanamara Guedes, da Federação dos Trabalhadores Públicos Municipais de Sergipe (Fetam), inúmeros problemas são comuns a estes 25 municípios. “São férias, 13º e salários do mês atrasados ou pagos por turmas, uma turma recebe numa data e outra turma recebe em outra data, mas já avançando 15, 30 dias do mês seguinte. É uma completa falta de respeito ao trabalhador”, disse.
“Têm cidades que o 13º salário de 2012 ainda não foi pago, outra que o trabalhador já gozou duas, três férias e não recebeu, cidades que sorteiam o grupo de trabalhadores que vai receber naquele mês. É brincar com os direitos e a vida destas pessoas”, disse Uilson de Meneses Hora, da direção executiva do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese).
Os trabalhadores protocolaram documentos no Ministério Público Estadual (MPE), Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde foram recebidos. “O que nós queremos é mudança de atitude, fiscalização mais rígida e mensal da prestação de contas públicas para evitar que coisas deste tipo aconteçam”, disse Roberto Silva, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE).
O presidente do TCE/SE, o conselheiro Carlos Pinna de Assis se sensibilizou com a causa dos professores, principalmente pelo teor das reivindicações e garantiu aos presentes uma auditoria operacional do caso. Além disso, explicou que outras auditorias deflagradas por provocação do procurador Sérgio Monte Alegre já haviam identificado problemas, mas agora vão ser mais específicas.
“O Tribunal está recebendo a visita do Sintese e está muito sensibilizado com isso porque se trata de verba alimentar. É uma reclamação contra o não pagamento de salários aos servidores. Estou assegurando ao Sintese e às representações sindicais dos servidores públicos de Sergipe que faremos uma análise imediata através de uma auditoria operacional e, ainda a curto prazo, teremos um resultado para encaminhar ao plenário do Tribunal”, concluiu Pinna.
*Com informações do TCE/SE

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