TCE encontra municípios com folhas de pagamento idênticas em Sergipe
Órgãos de controle veem indícios de improbidade administrativa. Desdobramento da Operação Antidesmonte deve ser apresentado até março Cotidiano 31/01/2017 13h36 - Atualizado em 31/01/2017 14h05Por Fernanda Araujo
A Operação Antidesmonte, realizada pelo Tribunal de Contas (TCE) e o Ministério Público de Sergipe, ainda não teve os resultados apresentados, mas o presidente do TCE, Clóvis Barbosa, antecipou nesta terça-feira (31) em entrevista à imprensa que em três municípios foram encontradas folhas de pagamento iguais declaradas ao Portal da Transparência.
O conselheiro da Corte de Contas deu a entender a existência de um suposto esquema articulado por dois escritórios de contabilidade que cuidam das contas da maioria absoluta dos municípios para tentar enganar os órgãos de controle. As folhas tinham os mesmos nomes e os mesmos salários. Órgãos de controle reúnem provas para o processo.
“Tivemos um trabalho muito grande para criar a Operação Antidesmonte, acho que deu certo, teremos consequências graves até março. Tenho impressão que no mais breve espaço de tempo a sociedade terá conhecimento do que alguns gestores fizeram no final de mandato”, adiantou Barbosa ao programa de rádio Jornal da Ilha.
Segundo o conselheiro, toda a documentação está nas mãos do Ministério Público e medidas judiciais deverão ser tomadas, inclusive aos ex-prefeitos que teriam se apoderado de recursos e deixaram pagamentos pendentes para a gestão seguinte.
O desdobramento da Operação, de acordo com Clóvis Barbosa, pode levar à prisão de algumas pessoas, inclusive em Aracaju, se assim o Poder Judiciário decidir.
“O Ministério Público está trabalhando; ações de improbidade administrativa e ações criminais serão ingressadas contra os gestores que lamentavelmente não quiseram fazer um fim de mandato correto. Vão pagar por isso, não tenha a menor dúvida”, resumiu sem citar nomes, afirmando que é o MP que está à frente das investigações.
A equipe técnica do TCE trabalhou juntamente com o MP realizando inspeções e auditorias nas contas das prefeituras. Recentemente foi descoberto que cerca de 50 mil em cheques foram sacados na boca do caixa por gestores nos últimos meses de mandato, em 2016; mas nem todos são suspeitos. Cerca de mil que possivelmente foram para pagamentos irregulares estão sob análise; 800 já são suspeitos.
A operação do TCE e MPE acompanhou a transição dos prefeitos nos 75 municípios sergipanos, tendo até que notificar publicamente prefeitos que não queriam participar da transição, segundo Clóvis. “O Tribunal de Contas está aí para fiscalizar, cumprir seu papel institucional previsto na Constituição”.

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