Taxistas se queixam de baixo movimento e de enfrentar clandestinidade
Sindicato espera posse de nova gestão para possíveis reivindicações
Cotidiano 30/11/2012 07h30

Por Fernanda Araujo

Alguns taxistas de Aracaju (SE) têm reclamado do baixo movimento de clientes no mês de novembro. Com poucas corridas ou quase nenhuma, eles contabilizam prejuízos, numa época tradicionalmente favorável à categoria. Taxistas que não quiseram ter seus nomes divulgados afirmam que só conseguiram uma corrida após cinco ou seis horas de espera.

A gerente Domingas Josyene, de uma empresa de táxi que atende entre 1.400 e 1.500 clientes por mês, confirma que o movimento não é satisfatório, mas acredita que voltará ao normal a partir do primeiro dia de dezembro.

“Realmente não está como de costume, mas acreditamos que em dezembro vai aumentar. Até porque algumas pessoas ainda não receberam o 13º salário. Agora, quando chegar dezembro e continuar assim, aí é de se preocupar”, afirma. Mesmo com esse quadro, ela diz que, comparando-se o movimento ao mesmo período do ano passado, o atual está melhor.

A secretária de outra empresa de táxi, Janete Lisboa, também confirma a queda no movimento, mas sustenta que em dezembro tudo vai melhorar. “São em alguns períodos que isso acontece. Possivelmente em janeiro caia novamente e na volta às aulas volte ao normal”, diz.

Segundo o vice presidente do Sindicato dos Taxistas de Aracaju (Sintaxi), Gerson Ferreira, que tem recebido as mesmas reclamações, essa baixa no fluxo de passageiros é normal, inclusive esperada. “Geralmente a partir dos dias 15 e 17 de novembro em diante, sempre acontece isso, mas é suportável. Em dezembro melhora”, prevê.

Gerson Ferreira aponta outro problema ainda maior que os taxistas enfrentam: a clandestinidade, pauta de várias reivindicações do sindicato. “O que deve ser ainda observado são táxis que vêm do interior, da Barra dos Coqueiros, de São Cristóvão, para competir com os táxis da capital. Isso sim traz prejuízos”.

Segundo ele, o combate à clandestinidade em Aracaju é ainda muito complexo, tendo em vista o que o sindicalista classifica como falta de interesse dos órgãos responsáveis.

“É preciso firmeza do poder municipal e da SMTT para combater. O sindicato já cobrou várias vezes e infelizmente nada foi resolvido. Estamos aguardando a posse dos novos gestores para entrarmos com novas ações. Como diz um ditado popular: – final de mandato é como final de feira. Caso não aconteça o diálogo com os novos gestores, o sindicato vai fazer assembleia geral e decidir novas mobilizações. A categoria não aguenta mais essa situação”.

Foto: arquivo F5 News

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