Taxistas cobram de João envio de projeto sobre clandestinos à Câmara
Cotidiano 02/12/2014 10h45

Por Fernanda Araujo

Continua o impasse para saber se o projeto de lei da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT), que auxilia no combate aos transportes clandestinos de placa cinza atuantes na capital como táxis, vai ser encaminhado ou não à Câmara de Vereadores. A dúvida é se este projeto chegou à Casa ou ainda permanece na Prefeitura de Aracaju.

F5News mostrou a situação no mês de outubro, quando a informação da SMTT era de que o projeto já estava na Prefeitura desde o mês de junho. O vereador e líder da bancada governista Agnaldo Feitosa (PR) afirmou que o plano estava sendo avaliado nas Comissões da Câmara, já o vereador Adriano Taxista (PSDB), à época, desmentiu que foi encaminhado à Casa.  

Os taxistas voltaram a cobrar do prefeito João Alves Filho (DEM), na manhã desta terça-feira (02), em frente à Prefeitura, o envio do projeto que aumenta a multa atual de R$ 300 para R$ 600 e apreensão do veículo clandestino no prazo mínimo de dez dias. Em caso de reincidência, o valor da multa e o prazo de apreensão são dobrados.  

“Queremos saber porque o projeto não foi encaminhado à Camara, se vai ou não vai. Os táxis de Aracaju, principalmente de lotação, estão sofrendo. A concorrência é desleal. A gente vê que a SMTT tem boa vontade, mas é preciso que os vereadores votem. E se alguns votarem aprovando a clandestinidade ou a legalidade queremos saber e dialogar”, disse o vice-presidente do sindicato dos taxistas (Sintaxi), Gerson Ferreira.

Gerson questiona ainda por qual razão os empresários não se somaram à classe, já que eles também são afetados. Para ele, o aumento da frota de ônibus como “bate e volta”, em alguns locais, iria diminuir a demanda de clientes para os clandestinos. “Não ouvimos manifestação deles. Queremos que coloquem, seja de pequeno porte, como microônibus, nas comunidades carentes. A comunidade cresce e as empresas não ampliam a frota não sei por quê. Precisa colocar no Centro-Santa Maria, Centro-Augusto Franco, Centro-Coroa do Meio. O problema é que os clandestinos dão até o número de celular para os clientes e vão pegar na porta de casa. O povo se sensibiliza com a história de que eles têm família para sustentar e quando chegam na rodoviária ou no aeroporto se colocam à disposição”.  

Os vereadores Adriano Taxista (PSDB) e Jailton Santana (PSC) foram apoiar a classe. Jailton confirmou a informação de que o projeto não chegou à Câmara. “Esse projeto deve ser encaminhado para que possa dar subsídios à SMTT para combater a clandestinidade e aumentar a multa para que pese no bolso e os clandestinos não voltem a essa atividade”, disse Jailton Santana.

O superintendente da SMTT, Nelson Felipe, também esteve no local. “Tenho certeza que encaminhamos o projeto à Prefeitura, agora, se não chegou à Câmara, quem tem que dizer o porquê são os secretários, o secretário de Administração, eu não sei dizer se chegou à Casa ou não. A minha parte eu fiz. Chegando na Câmara podem até aumentar o valor da multa estipulada no projeto, bem como o prazo de apreensão do veículo”, resume.

Uma reunião com o prefeito em exercício, José Carlos Machado (PSDB), foi marcada para esta terça-feira (2).

Foto: F5 News

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