Táxi com bandeira 2 começa a valer
Cotidiano 01/12/2014 12h37Por Fernanda Araujo
Quem está acostumado a pagar cerca de R$ 27,00 de táxi do conjunto Orlando Dantas, no bairro São Conrado, em Aracaju (SE), até o bairro São José, seguindo pela ponte procurador Gilberto Vila-Nova, por exemplo, a partir de hoje (1º), pagou R$ 34. O preço ficou mais caro. Isso porque começa a valer em dezembro a cobrança de bandeira 2 para os táxis em qualquer dia e horário.
A determinação vale até o final do mês e corresponde ao 13º salário dos taxistas, já que pela lei eles são considerados autônomos e sem vínculos empregatícios. Com essa mudança, a tarifa da corrida sofre um acréscimo de 20%. Em dias normais, nos meses de janeiro a novembro, a bandeira 2 vale de segunda a sexta, das 21h às 6h, aos sábados a partir das 14 horas, nos domingos e feriados também.
Apesar de não ser novidade, a população sergipana continua reclamando dos altos valores. Para a comerciante Aline Almeida o aumento é abusivo. “Eu preciso usar o táxi para chegar a minha loja porque não posso estacionar meu carro, já que é em área proibida, agora vou ter que pagar ainda mais caro? Ainda mais esse mês que vai ser mais corrido para mim. Desse jeito vou ter que pegar ônibus lotado que só vai tirar mais a minha paciência. E mesmo pagando tão caro nem todos os táxis prestam serviço de qualidade, carros ruins e até sem ar condicionado”, reclama.
No começo do ano já houve aumento no taxímetro. Para os táxis com desconto o valor da bandeirada subiu de R$ 3,80 para R$ 4,15; nos que não possuem desconto o valor subiu de R$ 3,90 para R$ 4,25. E, agora, o consumidor já começou a pagar ainda mais caro.
No entanto, para os taxistas o aumento no mês de dezembro ajuda para fazer a manutenção dos veículos que, durante o ano, acabam sofrendo danos que não são reparados por falta do dinheiro necessário. Além de serem prejudicados com o aumento do valor da gasolina. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas, Gerson Ferreira, a inflação, o aumento da gasolina, os custos de consertos de carros e os táxis clandestinos são o grande problema dos táxis legalizados. “Os 20% é um incentivo para esses trabalhadores, que enfrentam tudo isso e ainda a queda da demanda”, diz.
Foto: Laís de Melo/arquivo F5 News

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