Tarifa de ônibus em Aracaju ainda não tem data para reajuste
Setransp quer aumento de 11%. Prefeitura vai analisar
Cotidiano 01/02/2013 18h00

Por Sílvio Oliveira

O pedido de reajuste da tarifa do transporte público feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT) ainda não tem data para ser definido.

Na tarde desta sexta-feira, 1º, a secretária municipal de Defesa Social e Cidadania, Georlize Teles, fez a primeira reunião de uma série com representantes do Movimento Não Pago, com a cúpula da SMTT e com os vereadores Iran Barbosa e Adriano Oliveira. Ela é enfática ao dizer que há outros itens a serem avaliados e postos em prática antes do pedido de reajuste da tarifa em 11%.

Georlize Teles destacou que solicitou planilhas contendo os custos do transporte público de outras capitais, com critérios e parâmetros técnicos, a fim de que possa analisar e comparar de forma mais detalhada. “Não sei ainda o que é justo ou injusto. Prefiro estudar os dados. Vamos analisar sem ter prazo. Disse aos empresários que tenho muitas questões a serem resolvidas, que se apresentam agora. Estamos dispostos ao diálogo. Não há pressa e há demandas mais urgentes”, afirmou.

Carta Compromisso

O Movimento Não Pago cobrou da representante do governo municipal a resposta dos 10 itens apresentados na Carta Compromisso do Movimento e entregue à Georlize Teles na quinta-feira passada, 31, na Prefeitura de Aracaju. São eles: congelamento da passagem e auditoria de custos e lucros; realização democrática da licitação do transporte público; reforma urgente de terminais; respeito à acessibilidade; aumento do número de ônibus, de linhas e transporte 24h; disponibilidade dos dados públicos da SMTT; fiscalização dos direitos trabalhistas dos rodoviários; criação de um espaço permanente de discussão; respeito à legislação; passe livre para desempregados e estudantes.

A secretária pediu um prazo de até a próxima sexta-feira, 08, quando todos os itens serão analisados, mas adiantou alguns deles, como a questão da reforma dos terminais e pontos de ônibus. “Pedimos aos nossos arquitetos um modelo de abrigo adequado, porque em Aracaju há mais de 10 modelos que não abrigam nada. Recebemos alguns deficientes físicos para nos passarem as regras da ABNT e que contenham as regras de acessibilidade universal”, afirmou Georlize.

Qualidade X tarifa

O vereador Iran Barbosa (foto ao lado) disse não ser técnico em mobilidade urbana, mas afirmou ter a convicção de que Aracaju pode trabalhar com uma tarifa mais reduzida do que as outras capitais. “A qualidade do serviço que ofertam está na contramão da tarifa que é posta. Há um argumento dos empresários que não têm sustentabilidade”, enfatizou.

O vereador ainda disse que pretende criar um espaço de debate do transporte público, como já vinha fazendo em outros mandatos. Segundo Barbosa, ele é contra o aumento da passagem de ônibus, mas quer dizer o porquê e ouvir os vários setores.

Adriano Oliveira, também vereador por Aracaju, pretende levar a discussão à Câmara de Vereadores. “A Lei 1636/90 determina que qualquer proposta de reajuste seja aprovada pelo Legislativo”, disse.

O Movimento Não Pago irá aguardar o pronunciamento dos representantes do Município para assim fazer  uma nova assembleia e definir o rumo de suas ações futuras. “Ainda não estamos satisfeitos porque não tivermos a resposta. Vamos aguardar até a próxima sexta-feira e espero que não haja aumento de tarifa”, destacou Demétrio Varjão.

Foto: Sílvio Oliveira

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