Superlotação já causa transtornos no Huse
Cotidiano 21/10/2016 17h00 - Atualizado em 21/10/2016 17h14

Corredores lotados, maior tempo de espera do paciente para receber atendimento. Esses são os aspectos já sentidos no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) devido a superlotação causada pela paralisação dos serviços básicos em 44 postos de saúde da Rede Municipal de Aracaju (que continua com o efetivo reduzido).

Mesmo sendo referência em alta e média complexidades, o Huse é considerado ‘porta aberta’, como estabelece o Ministério da Saúde, e, por isso, não nega atendimento aos pacientes de baixa complexidade. E esses números não param de crescer. Para se ter uma ideia, da 0h até as 15h desta sexta-feira (21), foram atendidos 580 pacientes totais, sendo 511 de baixa complexidade, que deveriam estar nos postos de saúde.

Os casos mais comuns que chegaram ao Pronto Socorro foram: 16 pessoas com dor abdominal, 12 com dor de cabeça, 10 com dor de garganta, 3 com diabete descompensada, 13 com dor de ouvido, 7 de cansaço, 4 de dores ao urinar, além de casos de diarreia, alergia, pé diabético e vômitos.

“Desde o início da semana estou com fortes dores de cabeça. Hoje, fui buscar atendimento em um posto de saúde no bairro Santos Dumont, onde moro, e não consegui. Em seguida, fui até à UPA Nestor Piva (Zona Norte), onde tive atendimento negado. Como não tive escolha, vim ao Huse. Aqui, fui atendida, medicada e serei liberada daqui a pouco segundo os médicos”, afirma Cristina Almeida, dona de casa.

De acordo com Marcos Kruger, diretor clínico do Huse, a superlotação já tem causado transtornos estruturais e na equipe multidisciplinar. “Já não temos mais espaço para acomodar os pacientes e acompanhantes. Alguns estão concentrados em macas nos corredores. Além disso, a alta demanda tem provocado estresse nas equipes multidisciplinar nos plantões. Outro fator que vale destacar é que todo planejamento de abastecimento é comprometido, já que a presença de mais usuários exige mais uso de materiais, insumos e medicamentos”, relatou.

[GALERIA][/GALERIA]

Desde a última segunda-feira (17), quando iniciou a paralisação dos profissionais da saúde, o Huse já totalizou 2.020 atendimentos aos usuários do SUS, sendo que, destes, 1.800 foram considerados de baixa complexidade (deram entrada, foram atendidos e liberados com menos de 24h).

De acordo com Jurema Viana, diretora Operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o Huse desenvolve todo trabalho de humanização. E,  nesse período de superlotação, para manter o dinamismo do atendimento das equipes e assegurar o bem estar do paciente, o hospital tem priorizado os casos de maior gravidade.

“A superlotação compromete toda a assistência e, com isso, os níveis de demanda do Huse ficam críticos, devido a grande procura da população por atendimento. Isso gera demora na primeira assistência, estresse da equipe multidisciplinar e insatisfação dos usuários do SUS”, finalizou.

Fonte: SES

Mais Notícias de Cotidiano
Pedro Ramos/Especial para o F5News
28/10/2021  09h31 A vida de quem não tem um lugar digno para morar em meio à pandemia
Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Foto: AAN/Reprodução
11/03/2021  18h30 Prefeitura realizará testes RT-PCR em assintomáticos no Soledade
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Foto: Agência Brasil/Reprodução
11/03/2021  17h30 Em dois novos editais, IBGE abre inscrições para 114 vagas em Sergipe
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Foto: SSP/SE/Reprodução
11/03/2021  16h10 Polícia prende suspeito de furtar prédio do antigo PAC do Siqueira
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Foto: SES
11/03/2021  16h10 Com aumento de casos, Sergipe teme falta de insumos hospitalares
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos