SSP/SE contesta relatório da ONG mexicana, mas não apresenta dados
Balanço de mortes violentas em 2015 só deve ser divulgado em fevereiro Cotidiano 27/01/2016 07h48Por Will Rodrigues
A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) discorda do relatório apresentado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal que coloca Aracaju como a 38ª cidade mais violenta do mundo. Para a pasta, a metodologia utilizada no levantamento foi equivocada e não reflete a realidade porque nem mesmo o Centro de Estatística e Análise Criminal (Ceacrim) fechou os dados referentes às mortes violentas registradas no ano passado.
Segundo relatório do Conselho, houve 349 homicídios nas quatro cidades da Grande Aracaju no ano passado e uma média de 37,7 homicídios a cada 100 mil habitantes. No entanto, o assessor de comunicação da SSP/SE, Renato Nogueira, disse ao F5 News que estes dados são inconsistentes e a pasta não foi procurada oficialmente pela entidade mexicana. “ A SSP não fechou esses dados e não divulgou para ninguém. [A ONG] não tem dados fidedignos e tem uma metodologia científica frágil, por isso, é totalmente contestável”, afirma.
A ONG reconheceu que não conseguiu dados oficiais e chegou a criticar o que classificou como “falta de transparência” do Governo de Sergipe na divulgação das estatísticas sobre homicídios, por isso, se baseou em fontes alternativas, entre elas uma matéria publicada pelo F5 News sobre o balanço de homicídios no primeiro quadrimestre de 2015, divulgado pelo secretário Mendonça Prado.
Em relação à falta de transparência apontada pela ONG, Nogueira diz que, no ano passado, A SSP/SE foi bem avaliada pelo Ministério da Justiça nesse quesito por ser uma das únicas secretarias do país com um centro específico para tabulação dos dados.
Ainda segundo o assessor da SSP/SE, a previsão para divulgação dos números de mortes violentas registradas em Sergipe ao longo de 2015 é para o começo do mês de fevereiro. “Em outubro do ano passado foi solicitado que o Ceacrim recontasse todos os dados, caso a caso”, justifica Renato.

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