Sintrase dá continuidade às manifestações no oitavo dia de greve
Cotidiano 20/05/2013 14h33

Por Fernanda Araujo

Na manhã desta segunda-feira (20), o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) organizou um grande apitaço pelas ruas do bairro São José no oitavo dia de greve. Os trabalhadores foram até a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) para falar com o secretário Jefferson Passos.

“Fomos atrás do secretário em busca da aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração. Não teve nada, ele nem estava lá presente. Quando a gente diz que esse povo não trabalha colocam na Justiça, mas todas as vezes que a gente vai lá ele não está”, disse o presidente do sindicato, Waldir Rodrigues.

Enquanto isso, no interior do estado, como Estância, Moita Bonita, Simão Dias e Riachuelo, os trabalhadores também se mobilizam, segundo o sindicalista. No entanto, muitos estão receosos com as ameaças de corte de ponto de seus gestores e acabaram não aderindo à greve.

Por sua vez, o Sintrase realiza, desde o primeiro dia paralisação, manifestações nas ruas da capital e no interior. No dia 16, a Onda Amarela invadiu Estância e o DRE da cidade com apitos e cornetas, onde o servidor público estadual permanece ganhando menos de um salário mínimo, sem qualquer intervenção do governo, de acordo com Waldir. Em Aracaju, na sexta-feira passada (17) o sindicato tomou os espaços do DER localizado na avenida São Paulo. Ainda na semana passada, a Secretaria da Fazenda foi o alvo das manifestações.

Amanhã a direção do sindicato estará a caminho das escolas e de repartições públicas, para convidar todos os trabalhadores para participar do próximo ato, que será realizado na quinta-feira (23). Pela manhã, os trabalhadores sairão em passeata da Praça da Bandeira até a Assembleia Legislativa. Lá serão decididos os próximos encaminhamentos da greve. “Esperamos que o governo se pronuncie. Queremos colocar muita gente na rua. Vamos pedir mais uma vez o apoio de todo os deputados estaduais”, afirma o sindicalista.

Sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal insistentemente justificada pelo governo e combatida pelos trabalhadores, o qual proíbe que o Estado altere qualquer PCCR neste momento, Waldir afirma que até agora não houve qualquer diálogo com o sindicato. “Até agora não fomos comunicados de nada. Não nos mostraram números nenhum. Mas, estamos aguardando a posição do governo, se vai dar o reajuste, se vai fazer o plano de carreira ou não vai fazer nada. Agora estamos na luta pela nossa Data Base que é referente a fevereiro e até agora nada”.

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