Sintese realiza manifestação no calçadão João Pessoa
Cotidiano 19/04/2012 11h52Por Fernanda Araujo
A cada dia as manifestações dos professores da Rede Pública de Sergipe se intensificam. Nesta quinta-feira (19), quarto dia de greve, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese) realiza panfletagem no calçadão da Rua João Pessoa, numa movimentação especialmente oportuna, pelo entendimento da presidente do sindicato, Ângela Melo.
“Hoje é o momento de diálogo com a sociedade. É mais um dia de luta, de manifestação para que o governo se sensibilize e reveja a posição com relação ao reajuste do piso dos professores”, conta. A seu ver, a população apóia as manifestações. “Nós sempre tivemos um diálogo muito bom com a sociedade, que sempre compreendeu a luta dos professores, até porque, se a gente pensar, quase todas as pessoas têm na sua família um professor. Sabem que a luta dos professores é mais do que justa, não só pelo reajuste, mas também a gestão democrática, as condições de trabalho dos professores, a estrutura física das escolas. E nesse momento o que mais está nos afligindo, além das condições de trabalho, é o reajuste do piso salarial”.
O Sintese e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizam também uma enquete com a população para saber se é a favor ou contra o imposto sindical. Todo o ano, no mês de março, trabalhadores têm um dia de salário descontado de seu pagamento. Este imposto - ou contribuição sindical - está previsto no artigo 579 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Desde a década de 40, a lei afirma que todo trabalhador assalariado que integra determinada categoria econômica ou profissional é obrigado a pagá-lo, mesmo sendo ou não filiado a algum sindicato. Os sindicalistas apontam que esta lei já está ultrapassada e defendem o fim do imposto e a autonomia sindical e de escolha dos trabalhadores.
A professora de educação física Zailde Rezende (foto ao lado) é contra o pagamento do imposto e defende que não deve haver diferenciação na categoria. “Sou contra sim, pois já pagamos tantos impostos. E eu acho essa mobilização muito importante porque não é só uma questão salarial, é uma questão de qualidade de educação e de ensino, por isso estamos aqui reivindicando os nossos direitos, a nível salarial e a diferenciação entre a categoria de professores. Somos todos professores e temos direitos iguais”.
Para os sindicalistas, com entusiasmo, 2012 já está sendo um ano atípico pelo fato de ter realizado tantas manifestações. “Nós fizemos no final de ano a Nota do governador e prefeitos. Imediatamente no mês de janeiro tivemos duas manifestações, em março fizemos a grande marcha que foi os três dias de paralisação nacional comandada pela CNDE e nós aproveitamos aqui em Sergipe”, conta Ângela Melo.
Amanhã às 15h, o Sintese fará bandeiraço em frente ao Parque dos Cajueiros, aproveitando a sua inauguração. Na próxima segunda-feira, 23, pela manhã, haverá audiência com os secretários da Fazenda e de Planejamento, Orçamento e Gestão, na Seplag, por solicitação da Comissão de Educação. Já na terça-feira mais uma nova assembleia dos professores.

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